Tribunal de Justiça de MT

Ilhas de Impressão reduzem desperdícios e otimizam recursos no Judiciário

Publicado em

Duas folhas de papel branco estão sobre fundo verde ao lado de uma folha grande de planta. A imagem remete à sustentabilidade, consumo consciente de papel e relação entre natureza e materiais.O modelo de Ilhas de Impressão vem sendo estimulado no Poder Judiciário de Mato Grosso como estratégia para tornar o uso de equipamentos mais racional e reduzir desperdícios associados às impressões. A iniciativa está alinhada às metas e diretrizes do Plano de Logística Sustentável (PLS).

A proposta parte de uma constatação objetiva: quanto maior o número de impressoras disponíveis, maior tende a ser o volume de impressões. Em um cenário de Processo Judicial Eletrônico (PJe) e fluxos de trabalho predominantemente digitais, a impressão deve assumir caráter excepcional, restrita às situações realmente necessárias.

O modelo consiste na centralização da impressão em pontos estratégicos das unidades, com equipamentos compartilhados por setor. A estrutura é flexível e pode ser adaptada à realidade de cada comarca ou unidade administrativa.

A reorganização não altera a rotina essencial de trabalho, mas introduz mais critério no uso dos equipamentos.

Mudança de hábito com efeito prático

A imagem é o logotipo do Núcleo de Sustentabilidadedo PJMT, com a palavra A experiência administrativa demonstra que a disponibilidade imediata da impressora tende a estimular o uso com mais frequência. Quando o equipamento está ao lado da mesa, muitas vezes a impressão ocorre sem uma avaliação prévia da real necessidade.

A necessidade de se deslocar até a impressora compartilhada produz um efeito simples, mas significativo. Antes de imprimir, o servidor tende a revisar o conteúdo, avaliar se a cópia é realmente necessária e evitar retrabalho. Esse ajuste na rotina contribui para reduzir desperdícios e tornar mais equilibrado o consumo de papel e insumos.

Leia Também:  Reconhecimento: Presidente Clarice Claudino recebe medalha da Polícia Militar

Para a gestora administrativa do Núcleo de Sustentabilidade, Jaqueline Schoffen, a iniciativa estimula uma mudança de comportamento no dia a dia das unidades. “Quando a impressora deixa de estar ao lado da mesa, surge uma pergunta natural sobre o que efetivamente precisa ser impresso. Essa pausa altera a decisão. Aos poucos, a impressão deixa de ser automática e passa a ser consciente”, afirma.

Ela ressalta ainda que o impacto vai além da economia de folhas de papel. “Ao evitar uma impressão desnecessária, eliminamos pequenas etapas, reduzimos interrupções e simplificamos o fluxo de trabalho. Não se trata apenas de imprimir menos, mas de trabalhar com mais planejamento e menos atrito”, completa.

Eficiência administrativa

Mão segura um cartão branco com recorte do símbolo universal da reciclagem. Ao fundo, cenário verde desfocado remete à natureza. A imagem simboliza sustentabilidade, reaproveitamento de materiais e cuidado ambiental.Com a digitalização dos fluxos de trabalho, parte dos equipamentos de impressão apresenta níveis reduzidos de utilização. O modelo compartilhado permite o redimensionamento do parque tecnológico, com realocação ou devolução de impressoras subutilizadas.

A redução do número de equipamentos em circulação gera efeitos operacionais relevantes, como menor consumo de energia, diminuição de gastos com toner e suprimentos e redução da demanda por manutenção e suporte técnico.

Uso criterioso, não eliminação

Caixa de papelão com símbolo da reciclagem no centro está cercada por pedaços de papel reciclável e folhas verdes. A composição destaca o reaproveitamento de materiais e práticas sustentáveis.A impressão permanece válida nas situações em que o suporte físico é necessário. O objetivo não é eliminar o papel, mas adotar critérios mais conscientes no seu uso.

Antes de imprimir, algumas medidas simples fazem diferença:

· Avaliar se o documento pode ser consultado em formato digital;

· Priorizar o envio por e-mail, PJe, CIA ou outros meios eletrônicos;

Leia Também:  Inscrições de seletivo para estágio no TJMT podem ser feitas de forma on-line e gratuita

· Conferir se o conteúdo está revisado e em versão final;

· Utilizar assinatura eletrônica sempre que possível;

· Imprimir apenas os trechos indispensáveis, quando a versão integral não for necessária;

· Configurar a impressão frente e verso como padrão;

· Ajustar margens e tamanho da fonte de forma adequada, evitando desperdício de páginas.

A adoção dessas práticas contribui para reduzir o consumo de papel, insumos e energia e tornam a rotina de trabalho mais organizada e eficiente. Mais do que reorganizar equipamentos, as Ilhas de Impressão consolidam uma mudança gradual na forma como os recursos são utilizados no Poder Judiciário, incorporando planejamento, responsabilidade e critérios mais claros à gestão institucional.

Confira também:

TJMT atinge 86,4% das metas do PLS em 2025 e consolida avanço histórico na sustentabilidade

Inventário mostra panorama das emissões de gases e ações sustentáveis no TJMT

Do papel ao digital: redução de impressões impulsiona eficiência e sustentabilidade no Judiciário

Você sabia que copo biodegradável não é reciclável?

Sustentabilidade: Judiciário de Mato Grosso reforça ações para reduzir uso de copos descartáveis

Plano de Logística Sustentável: saiba como funciona e a importância para o Poder Judiciário

Autor: Emily Magalhães

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

Published

on

Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

Leia Também:  Envio de comprovante falso de Pix caracteriza estelionato eletrônico

Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

Leia Também:  Práticas restaurativas transformam escolas e clima escolar, afirma consultora das Nações Unidas

Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA