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Juiz Wanderlei Reis ministra aula sobre diretoria de foro aos 35 novos juízes do TJMT

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Foto horizontal em plano aberto que mostra uma sala de aula com juízes e juízas sentados em carteiras dispostas em formato de U. O projetor, juiz Wanderlei Reis, está à frente, em pé. Com o objetivo de capacitar os 35 novos juízes e juízas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) às funções de direção de foro, a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) promove aulas com o tema Diretoria de Foro e Gestão Judiciária, ministradas pelo juiz Wanderlei José dos Reis, entre esta segunda (2) e quarta-feira (4), integrando a programação do Curso Oficial de Formação Inicial (COFI) 2026.

Os novos juízes já estão designados para comarcas do interior do estado e estão atuando de forma remota. E, conforme o juiz formador, as aulas têm como base o fato de que o início dessa trajetória na magistratura vai muito além de conhecer leis e proferir sentenças, exigindo uma compreensão profunda da engrenagem administrativa que sustenta o Judiciário e das ferramentas de gestão judiciária.

“Eles já têm nessas designações os seus desafios de gestão. E nessa primeira aula, à medida em que eles iam falando das unidades judiciárias para as quais foram designados, o número de processo, como está a gestão de cada unidade, eu já ia passando dicas e orientações de como enfrentar essa realidade e trazer a unidade judiciária para o campo que todos nós queremos, que é o do ‘Selo Diamante’, que o nosso Tribunal de Justiça tão honrosamente conquistou no ano de 2025, graças à aplicação de técnicas de gestão”, destaca o juiz Wanderlei Reis.

Foto horizontal em plano médio, que mostra o juiz Wanderlei Reis durante sua aula, em pé no meio da sala de aula, olhando para um aluno, que está sentado. Os alunos aparecem sentados em volta do professor. Segundo ele, é a aplicação dessas técnicas de gestão em todas as comarcas e também no segundo grau de jurisdição que gera a eficiência na prestação jurisdicional do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Por conta disso, as aulas serão dinâmicas, com debates envolvendo teoria e prática da gestão de foro.

Em suas comarcas, eles terão que aplicar técnicas de gestão gerindo material, pessoal, mobiliário, recursos e prédios. Então, dentro desse amplo espectro de atuação dos magistrados no âmbito da gestão, nós estamos passando todas as orientações, enfocando os aspectos práticos de tudo o que eles poderão enfrentar nas comarcas e o que eles terão pela frente na gestão”, afirma.

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Foto horizontal em plano fechado que mostra o juiz Yago da Silva de busto pra cima, sorrindo para a foto. Ele é um homem jovem, branco, de olhos, cabelos e barba castanho escuro, usando camisa xadrez branca, gravata marrom, terno azul marinho e óculos de grau. O juiz Yago da Silva Sebastião, que está designado para responder pela Vara Única de Aripuanã, destacou como principal desafio a falta de experiência na gestão pública e apontou a disciplina de Diretoria de Foro e Gestão Judiciária como primordial. “Essa aula vem a calhar porque o professor tem uma experiência de mais de duas décadas, é um estudioso do assunto, um profundo conhecedor da matéria e está disposto a nos passar todas as ferramentas necessárias para que o jurisdicionado seja o mais beneficiado com a atuação nossa”, comentou.

O magistrado ressalta ainda que a nova turma de juízes e juízas tem recebido todo apoio necessário da administração do TJMT para realizar suas tarefas da melhor forma possível. “O Tribunal tem sido bastante acolhedor, tem sido atento às nossas demandas, sobretudo em relação à necessidade de que esse tipo de matéria seja dada logo no início, porque nós não temos muito tempo. As coisas já estão acontecendo, nós já estamos respondendo pelas comarcas e o Tribunal, sensível à essa pauta, tem escolhido essas matérias exatamente no princípio do curso para nos munir de ferramentas essenciais“, avalia.

Foto horizontal em plano fechado que mostra o juiz Antônio Bertalia do busto pra cima, sorrindo para a foto. Ele é um homem branco, de cabelos, olhos e barba castanho escuro, usando camisa listrada azul e branca, terno preto e gravata azul marinho.Designado pelo Núcleo de Atuação Estratégica (NAE), da Corregedoria-Geral de Justiça, para atuar na Vara da Infância e Juventude e na Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Rondonópolis, o juiz Antônio Bertalia Neto pontuou que, desde que atuava como advogado, já percebia a diferença que havia na entrega da prestação jurisdicional em varas que tinham uma boa gestão. “Atuei em diversas varas diferentes por oito anos, como advogado, e pude perceber que onde há uma gestão melhor, definitivamente, a sensação de qualidade na prestação judiciária é muito maior. As liminares são decididas rapidamente e isso faz muita diferença para a pessoa que precisa do serviço judiciário”, comenta.

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O juiz Antônio Bertalia elogiou a aula do professor Wanderlei Reis e se mostrou empolgado com o suporte acadêmico que tem recebido, por meio do curso de formação inicial. “Para o juiz da atualidade, não basta ser juiz, tem que ser um juiz gestor, devido à demanda muito alta do jurisdicionado. O professor Wanderlei fez uma exposição muito interessante do ponto de vista da experiência, porque ele é um professor com muita experiência na área da gestão. E, via de regra, nós não temos tanta experiência assim. Então, estamos valorizando muito essa chance de aprender com alguém tão experiente, principalmente para que possamos entregar com celeridade a justiça que o judiciário demanda”.

 Foto horizontal em plano fechado que mostra o juiz Wanderlei Reis de busto pra cima, de perfil, durante sua aula. Ele é um homem branco, de cabelos e olhos castanhos claros, usando camisa branca, terno preto, gravata azul, óculos de grau e microfone de lapela. Perfil do formador – O juiz Wanderlei José dos Reis é mestre em Direito Constitucional, doutor e pós-doutor em Direito, tem MBA em Poder Judiciário pela FGV Rio e 14 especializações universitárias. Juiz em Rondonópolis, atua há mais de 22 anos no estado e possui vasta experiência atuando em diretoria de foro. É membro da Academia Mato-Grossense de Letras e autor de 11 livros, dentre os quais “Diretoria de Foro e Administração Judiciária”. Na Esmagis-MT, é responsável por ministrar a disciplina de Diretoria de Foro e Gestão Judiciária desde 2007.

Autor: Celly Silva

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Magistrados participam de reunião de alinhamento na 3ª Semana Nacional dos Juizados

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Cerca de 30 juízes e juízas que atuam nos Juizados Especiais Cíveis e Criminais, na Justiça 4.0 e nas Turmas Recursais participaram da reunião anual do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais de Mato Grosso na manhã desta segunda-feira (15), antecedendo a abertura da 3ª Semana Nacional dos Juizados Especiais 2026, que ocorre durante a tarde no Complexo dos Juizados Especiais ‘Desembargador José Silvério Gomes’, em Cuiabá.

A reunião, que segue normativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foi organizada pela Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-MT) e conduzida pelo desembargador Sebastião de Arruda Almeida, presidente do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais de Mato Grosso. Ele destaca que o evento é resultado de muitos anos de trabalho dos magistrados que atuam nos Juizados Especiais.

“É um evento anual no qual a finalidade precípua é refletir sobre os Juizados Especiais, como estão, o que podemos melhorar a respeito. Essa reunião entre os magistrados dos Juizados Especiais estaduais visa justamente fazermos um alinhamento entre todos os juízes, trazendo as demandas tanto do interior quanto da região metropolitana, para nós podermos traçar procedimentos uniformes a respeito de decisões que impactam a sociedade”, explica.

O desembargador ressalta ainda a importância dos Juizados Especiais para o cidadão, que encontra soluções simples e ágeis para problemas que surgem nas relações do dia a dia, como conflitos de trânsito, relações de consumo, entre outros, por meio, por exemplo, da conciliação e da mediação. “Nós somos a chamada ‘porta da justiça’. O Juizado Especial visa atender justamente ao cidadão. São aqueles bens inerentes diretamente à sua pessoa. Por exemplo, o cidadão que tem um problema de saúde e precisa urgentemente de uma consulta ou de um exame, o cidadão que teve a sua geladeira danificada, ou seja, o Juizado é para isso, é para atender qualquer pessoa, é para o cidadão”.

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O juiz Hildebrando da Costa Marques, da 3ª Turma Recursal, enaltece a iniciativa de reunir os magistrados atuantes nos Juizados. “Nós sabemos que hoje o Juizado é uma das justiças mais demandadas do país. É a justiça do cidadão, é a justiça do consumidor, é a justiça daquele que vê no Poder Judiciário o último recurso para ver o seu direito satisfeito. E o Juizado tem tido esse papel importantíssimo de dar ao cidadão o seu direito, o direito básico, o direito comum e com celeridade”.

O magistrado elenca uma série de entregas que os Juizados Especiais de Mato Grosso têm para apresentar. “Os nossos Juizados são muito rápidos, os processos tramitam com uma grande celeridade, com segurança. As Turmas Recursais hoje são definitivas, não são mais provisórias, têm julgado processos com bastante rapidez, as nossas taxas de congestionamento são ínfimas. As Turmas têm conseguido atingir o Selo Diamante do CNJ. Então, são conquistas que os Juizados do Estado de Mato Grosso têm alcançado e que acredito que têm feito bastante diferença para o cidadão mato-grossense”.

Conforme o juiz Hildebrando, esses avanços são fruto de um amadurecimento da postura do Judiciário em relação aos Juizados. “O Tribunal de Justiça investiu muito nos Juizados, na tecnologia, em formação das turmas permanentes, colocação de dois juízes por unidade, onde precisa. A tecnologia tem ajudado bastante. Enfim, todos esses fatores, além, é claro, do grande comprometimento dos colegas que atuam nos Juizados Especiais, compreendendo o seu papel de fazer justiça para o cidadão que precisa. É um conjunto de fatores que faz o sucesso dos Juizados Especiais”, avalia.

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A juíza Patrícia Ceni dos Santos, do 7º Juizado Especial Cível, afirma que a reunião anual reflete a relevância que os Juizados Especiais atingiram no âmbito do Judiciário. “A importância de se reunir os magistrados de Mato Grosso que atuam nessa jurisdição é justamente para alinhamento de posicionamento, discussão sobre o que a gente pode fazer para melhorar o nosso sistema de justiça, aplicando mais celeridade, mais eficiência, a simplicidade que tanto se requer dos Juizados Especiais”.

Ela destaca que a reunião teve a participação de juízes também do interior, o que reforça a importância do debate institucional, que dialoga, inclusive, com o cenário nacional, uma vez que os magistrados que participaram do 57º Fórum Nacional de Juizados Especiais (Fonaje), realizado no final de maio no Acre, podem compartilhar a experiência e fazer um paralelo entre as realidades. “O Fonaje deste ano foi, inclusive, transnacional, com juízes do Peru e da Bolívia, que vieram compartilhar conosco como funciona a Justiça de lá e a gente pôde ter certeza de que o nosso sistema de justiça no Brasil é muito bom”, comenta.

Autor: Celly Silva

Fotografo: Lucas Figueiredo

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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