Tribunal de Justiça de MT

Obra de reforma e ampliação da Secretaria da Vice-Presidência do TJ é inaugurada

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As novas instalações do Departamento da Secretaria Judicial da Vice-Presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso foram entregues nesta terça-feira (12 de dezembro), após cerca de um mês de reformas.
 
A presidente do TJMT, desembargadora Clarice Claudino da Silva, descerrou a placa da solenidade de inauguração do novo espaço, juntamente com a vice-presidente, desembargadora Maria Erotides Kneip.
 
“Estamos fazendo a etapa mais importante, que é cuidar das pessoas, trazendo mais conforto e melhores condições de trabalho. Isso faz parte da história dos 150 anos do nosso Tribunal. Toda a nossa trajetória passa por essas melhorias contínuas e eu espero que isso possa dar mais conforto e prazer em trabalhar. Para mim, é de vital importância que todos tenhamos prazer em trabalhar porque isso não nos adoece, não nos cansa e nos motiva continuamente a fazer cada vez mais e melhor em prol do jurisdicionado. O nosso cliente ganha quando nós ganhamos melhores instalações de trabalho”, destacou a desembargadora-presidente.
 
A presidente também relembrou a época em que foi vice-presidente do TJMT, nos anos de 2015 e 2016, quando havia cerca de 26 mil processos ainda em meio físico tramitando no setor. O processo de digitalização foi iniciado nesse período, contou com a colaboração de dezenas de pessoas surdas que foram contratadas pelo Poder Judiciário, além de muito esforço dos servidores e servidoras, sendo concluído em 2022.
 
No espaço, foi feita a demolição de paredes, construção de novas paredes, readaptação da lógica e elétrica, pintura, instalação de portas e janelas, construção de novos banheiros, ampliação da copa e instalação de novos mobiliários.
 
“A redimensão desse espaço, colocando no seu lugar cada setor e cada coisa, e aproveitando os espaços onde antes havia antigas estantes, deu uma nova visão e dará a possibilidade de um melhor atendimento ao público e melhor espaço para o trabalho interno”, frisou a vice-presidente.
 
Dentre os novos espaços, destaca-se um espaço de treinamento, que foi separado especialmente para atender servidores, assessores e magistrados no sentido de orientá-los a inserir corretamente os códigos dos processos sobrestados e precedentes das Cortes Superiores, o que impacta na taxa de congestionamento do TJMT.
 
Para a diretora do departamento, Márcia Rita Martins Vidal, “recebemos com muita alegria essa reforma, a partir do projeto da desembargadora Maria Erotides que tem essa ideia de integração entre o gabinete e a secretaria e que a vice também atue como um centro de treinamento naquilo que lhe compete, especialmente em relação à aplicabilidade dos precedentes pelo nosso tribunal”.
 
Participaram da solenidade os juízes auxiliares da Vice-Presidência, Gerardo Humberto Alves da Silva Junior e Paulo Márcio Soares de Carvalho, os juízes auxiliares da Presidência, Viviane Brito Rebello, Túlio Duailibi Alves Souza e Jones Gattass Dias, a diretora-geral do TJMT, Euzeni Paiva de Paula, e servidores e servidoras do tribunal.
 
Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: foto horizontal colorida das desembargadoras Clarice e Maria Erotides puxando o cordão do tecido azul que tampava a placa onde está escrito “reforma e ampliação departamento da secretaria judicial da vice-presidência” e os nomes delas abaixo. As duas estão de lado sorrindo. A presidente usa um vestido azul listrado e a vice-presidente terno e calça beges. Segunda imagem: foto horizontal colorida em plano geral dos magistrados acompanhando a inauguração em frente à sala do departamento. A presidente Clarice fala diante do microfone em um púlpito de madeira e os magistrados estão à direita dela, todos em pé. Terceira imagem: foto horizontal colorida das instalações internas do local que foi reformado. Há várias mesas cinza, armarinhos e computadores, com pessoas trabalhando. As paredes são brancas e ao fundo está a porta de vidro que dá acesso ao setor.
 
Mylena Petrucelli/Fotos: Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Romantização do autismo pode comprometer invisibilizar desafios reais, alerta especialista

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A ideia de que o autismo está sempre associado a habilidades extraordinárias pode parecer positiva à primeira vista, mas esconde um risco silencioso: a invisibilização dos desafios enfrentados por milhares de pessoas e famílias. O alerta foi feito pelo neurologista pediátrico Thiago Gusmão, durante a palestra “O perigo da romantização do autismo: do nível 1 ao 3”, que abriu a programação da tarde do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, nesta quarta-feira (15), no Fórum de Cuiabá.

A iniciativa marca a primeira edição de 2026 do evento, promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), reunindo magistrados, servidores e representantes da sociedade civil para discutir inclusão e acessibilidade no sistema de Justiça. A ação é coordenada pela Comissão de Acessibilidade e Inclusão, em parceria com a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), a Escola dos Servidores, Prefeitura de Cuiabá e a Igreja Lagoinha.

Durante a palestra, o especialista destacou que o autismo, independentemente do nível de suporte (1, 2 ou 3), é caracterizado por prejuízos na comunicação, na interação social e por comportamentos restritos e repetitivos, aspectos que muitas vezes são ignorados em discursos superficiais difundidos principalmente nas redes sociais. “Hoje existe uma cadeia de influenciadores que mostram apenas o lado positivo, as potencialidades. Elas existem, mas o diagnóstico é baseado nas dificuldades. Quando se vê apenas esse lado romantizado, a visão fica superficial”, explicou.

Segundo ele, a crença de que todo autista possui altas habilidades, como ocorre em casos raros de “savants”, compromete a compreensão social sobre o transtorno. “Isso representa uma pequena parcela. Quando a sociedade passa a acreditar nisso, perde a capacidade de enxergar os prejuízos intensos que o autismo pode trazer”, pontuou.

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Desconstrução de mitos

Ao longo da exposição, Thiago Gusmão reforçou que o autismo não pode ser analisado apenas sob a ótica da inteligência, mas principalmente da funcionalidade. Ou seja, da capacidade de autocuidado, organização da rotina, independência e estabelecimento de relações sociais.

Ele destacou que muitas pessoas no espectro, inclusive com alto nível intelectual, enfrentam dificuldades significativas para gerir a própria vida cotidiana. Além disso, comportamentos como agressividade ou autolesão não devem ser interpretados como “birra”, mas como formas de expressão de sofrimento, frequentemente relacionadas à dificuldade de comunicação e regulação emocional.

O especialista também chamou atenção para o aumento dos diagnósticos, explicado pela ampliação dos critérios, maior conscientização e melhor preparo dos profissionais. Casos antes confundidos com ansiedade, depressão ou transtornos de personalidade hoje são identificados corretamente como autismo, inclusive em mulheres, que historicamente foram subdiagnosticadas devido à chamada “camuflagem social”.

Impacto no Judiciário

Levar esse debate ao Judiciário, segundo Thiago Gusmão, é fundamental para garantir decisões mais justas e efetivas. Isso porque muitas famílias enfrentam dificuldades no acesso a terapias, suporte educacional e benefícios, dependendo de decisões judiciais para assegurar direitos básicos. “Falar com quem faz a lei prevalecer é essencial. Na base, temos mães que enfrentam realidades extremamente difíceis, muitas vezes sem acesso a tratamento. Até chegar a uma decisão judicial, é fundamental que o juiz compreenda o autismo”, afirmou.

Durante a palestra, ele ressaltou que a falta de conhecimento técnico pode comprometer a análise de laudos e a concessão de direitos, reforçando a importância de capacitações contínuas para magistrados e servidores.

O especialista também destacou o impacto social e econômico do transtorno, que vai além do indivíduo e atinge toda a família. Muitas vezes, responsáveis precisam abandonar o trabalho para cuidar dos filhos, enquanto os custos com terapias são elevados e contínuos.

Ao final, reforçou que inclusão não é um ato de boa vontade, mas um direito. “O objetivo é garantir dignidade e qualidade de vida. O autismo é um tema sério, que exige informação, políticas públicas e conscientização permanente”, concluiu.

O evento segue até quinta-feira (16), com uma programação voltada ao aprofundamento técnico e à construção de um Judiciário mais preparado para lidar com as demandas das pessoas com deficiência, fortalecendo o acesso à Justiça de forma inclusiva e efetiva.

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Autor: Celly Silva

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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