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Tribunal de Justiça de Mato Grosso conquista primeiro lugar no Ranking de Transparência 2025 do CNJ

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) conquistou o primeiro lugar no 8º Prêmio Ranking de Transparência 2025 – Categoria Justiça Estadual, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O resultado foi divulgado nesta quarta-feira (20 de agosto), durante a 2ª Reunião Preparatória para o 19º Encontro Nacional do Poder Judiciário, em Brasília.

O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote, representou o TJMT e recebeu o certificado de campeão da Transparência das mãos do conselheiro, desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, da conselheira, juíza Renata Gil e do conselheiro Ulisses Rabaneda.

“Esse reconhecimento é resultado do esforço conjunto de magistrados e servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que trabalham com dedicação para garantir transparência e credibilidade na prestação jurisdicional”, declarou o corregedor mato-grossense.

A abertura do evento contou com a apresentação do ministro Caputo Bastos, que ressaltou o caráter estratégico da iniciativa. “O CNJ tem realizado um trabalho minucioso que, a cada edição, incentiva o contínuo aprimoramento dos mecanismos de transparência do Poder Judiciário. O nível de excelência alcançado simboliza a confiança que este poder busca construir junto à sociedade brasileira”, afirmou. “A transparência não é um fim em si mesmo, mas um meio de garantir legitimidade, fortalecer a cidadania e assegurar que o serviço público esteja, de fato, a serviço do povo”, concluiu.

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Na 8ª edição do Ranking, foram avaliados 91 tribunais e três conselhos, com base em um questionário composto por 87 itens de critérios de avaliação. Ao todo, foram concedidos 19 prêmios por segmento de Justiça.

No segmento Justiça Estadual, o TJMT dividiu o primeiro lugar com os Tribunais de Justiça do Maranhão (TJMA), Pará (TJPA) e Pernambuco (TJPE), todos reconhecidos pelo cumprimento integral dos critérios de transparência estabelecidos pelo CNJ.

O presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, destacou que a conquista simboliza um marco institucional.

“Receber o primeiro lugar no Ranking de Transparência é motivo de orgulho, mas também de responsabilidade. Até pouco tempo, não era comum que os Poderes prestassem contas de forma tão direta ao cidadão sobre a aplicação dos recursos públicos. Hoje, o Judiciário dispõe de instrumentos como o Portal da Transparência, que permite acesso imediato e seguro às informações. Essa conquista demonstra nosso compromisso de manter a sociedade próxima da Justiça, assegurando clareza, confiança e legitimidade em cada passo da nossa atuação. Este resultado é uma conquista de todo o Poder Judiciário de Mato Grosso, construído com a dedicação de magistrados e servidores que trabalham diariamente por uma Justiça mais aberta e acessível.”

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Foto: Assessoria CNJ

Autor: Alcione dos Anjos

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

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Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

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O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

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Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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