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Tribunal de Justiça entrega Prêmio Juíza Glauciane Chaves de Melo aos vencedores

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Os vencedores do Prêmio Juíza Glauciane Chaves de Melo foram agraciados com a premiação em solenidade realizada na tarde desta quarta-feira (7 de dezembro), no Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
 
A presidente do TJMT, desembargadora Maria Helena Póvoas e a vice-presidente, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, entregaram as placas simbólicas da premiação aos vencedores.
 
“Nós tivemos grandes parceiros nessa caminhada. Esses parceiros estão sendo reconhecidos dentro e fora do Judiciário com o prêmio que leva o nome da magistrada que foi morta pelo ex-marido dentro das dependências do fórum. Nós resolvemos homenagear não só a magistrada que perdeu a vida, como também esses setores que colaboram e muito com nosso intuito de entrar nessa maratona de minimizar esse ritmo crescente da violência contra a mulher, embora ainda há muito o que se fazer”, pontuou a presidente Maria Helena.
 
Na categoria Magistrado/Magistrada, a juíza Débora Pain Caldas, da 2ª Vara Criminal de Sinop, foi a vencedora com o projeto “Blitz educativa: a Justiça nas ruas para prevenir a violência contra a mulher”.
 
“Eu recebo esse prêmio com muita felicidade, em nome de todos os integrantes da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher de Sinop. São mais de 30 integrantes que atuam conjuntamente para que esse projeto seja uma realidade e que ele tenha o alcance que nós desejamos, que é de realmente conscientizar a população e diminuirmos os índices de violência contra as mulheres”, afirmou a magistrada.
 
A juíza também representou os vencedores da categoria Empresa Privada, cujo prêmio foi concedido à faculdade Fasipe Centro Educacional com o projeto “Grupo Reflexivo para homens em situação de violência doméstica com atendimento psicológico na comarca de Sinop”, que é realizado em parceria com o Poder Judiciário no município.
 
“Esse projeto tem o objetivo de trabalhar os homens em situação de violência doméstica, para que eles sejam esclarecidos sobre seu papel na sociedade moderna, sobre os malefícios da violência contra a mulher e também possam refletir sobre tudo que aconteceu e sejam trabalhados sob o ponto de vista psicológico, emocional e estrutural”, destaca a juíza Débora Paim.
 
Na categoria Imprensa, as vencedoras foram a TV Centro América, com a reportagem “Mato Grosso é o estado com mais medidas protetivas; fique atenta aos sinais que podem levar ao feminicídio”, e a jornalista Bruna Barbosa com a reportagem “Ela sobreviveu a seis facadas do ex e hoje ajuda outras mulheres”, publicada no site Midia News.
 
“É legal como imprensa receber esse tipo de prêmio porque nos incentiva a continuar abordando esse assunto e nos incentiva a investir em histórias mais difíceis. Nós escolhemos o tema porque é muito pertinente. Infelizmente é algo que estamos tratando cada vez mais na TV. É um assunto pesado, que as mulheres sempre têm medo de falar e dar entrevista, mas muito necessário”, observa a produtora Thais Teles, vencedora ao lado dos colegas Suelen Alencar, Américo Neponuceno, Camila Freitag e Israel Baumann.
 
Na categoria Instituição Pública, o prêmio foi concedido à Polícia Militar de Mato Grosso, representada pela coronel Francyanne Siqueira Chaves Lacerda. A iniciativa da PM consiste no Programa Apoio, Programa Interno de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres.
 
“Esse é um projeto que a Polícia Militar pensou, elaborou e estudou para poder implementar voltado especificamente para o nosso público interno, que são os policiais militares que lidam com os homens em situação de violência doméstica. Temos a preocupação de oferecer um trabalho para esse público, com assistência psicológica, assistência social, para que possamos dar palestras com esses profissionais e com isso mudar a mentalidade e a conduta dos homens”, explica a coronel.  
Na categoria Organização Não Governamental, três instituições foram vencedoras: Associação Lírios (Liga de Reestruturação das Irmãs Ofendidas no seu Sentimento), de Várzea Grande, Associação de Apoio à Patrulha Maria da Penha e Lideranças Sociais de Sinop (Amaplis) e Associação Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra Mulheres de Barra do Garças e Pontal do Araguaia.
 
“Nosso projeto é fruto de um trabalho que vem sendo desenvolvido há mais de nove anos em Barra do Garças com uma finalidade interinstitucional e multidisciplinar. Temos cinco eixos de atuação com diversos trabalhos visando um melhor acolhimento e atendimento às vítimas. Através de uma construção coletiva e solidariedade, alcançamos um manual com todas as ideias propostas que possam ajudar as mulheres a procurarem seus direitos e outros municípios a expandirem esse manual”, explica a promotora de Justiça Luciana Rocha Abrão David.
 
O Projeto Borboletas auxilia o trabalho da Polícia Militar de Sinop com as mulheres vítimas de violência, seus filhos e familiares, por meio de atendimentos psicológicos individuais e oficinas das emoções. “É um trabalho que tem surtido muito efeito. Nós nos sentimos muito felizes porque vemos que adolescentes mudam de perspectiva de vida, os idosos encontram apoio. Atendemos uma média de 200 mulheres por ano e começamos em 2019”, conta a presidente da Amaplis, Jheth Jeanne Martins da Silva Araujo.
 
“Nós trabalhamos em Várzea Grande há nove anos atendendo mulheres e meninas vítimas de violência. Criamos o projeto com atendimento psicossocial dessas vítimas. Elas são acolhidas pela assistente social, encaminhadas para tratamento terapêutico com acompanhamento de psicóloga especializada em violência doméstica e sexual e elas fazem esse tratamento até receberem alta. Nós já atendemos mais de 13 mil meninas e mulheres nesses nove anos”, conta a diretora da Lírios, Maria Fernanda Figueiredo.
 
Na categoria Cidadã/Cidadão, a estudante de Direito de Rondonópolis Jhenifer Silva Parreira foi a vencedora com um vídeo publicado no Instagram e no TikTok sobre a violência de gênero, com mais de 11 mil visualizações. “Eu já tinha o conteúdo em mente porque é o tema do meu TCC, que aborda o feminicídio em época de pandemia. É um tema que está sempre acontecendo, precisa de visibilidade, então eu quis levar para o Instagram e mostrar para as pessoas que elas podem procurar incentivo, ajuda e denunciar. É um sentimento de muita gratidão e felicidade porque eu tinha medo de falar do assunto e não imaginava que teria essa repercussão”, afirma Jhenifer.
 
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Primeira imagem: foto horizontal colorida de 12 pessoas representando todos os premiados, juntamente com as desembargadoras Maria Helena, Maria Aparecida e Helena Maria Bezerra Ramos no plenário do Tribunal de Justiça. Todos estão em pé e exibem as placas e certificados.
Segunda imagem: foto horizontal colorida da juíza Débora recebendo a placa de premiação da vice-presidente. Ambas estão em pé, no centro do plenário. A desembargadora veste blusa laranja com terno de onça e a juíza veste terno e saia azuis com colar de pérolas. Ela segura a placa metálica com veludo azul.
Terceira imagem: foto horizontal colorida da desembargadora Maria Aparecida com a diretora da ONG Lírios no plenário do TJMT. As duas sorriem para a câmera, Maria Fernanda usa vestido floral de fundo bege e segura a placa com as duas mãos. 
 
 

Mylena Petrucelli/Fotos: Alair Ribeiro 

Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Mutirão leva dignidade e novas oportunidades a pessoas em situação de vulnerabilidade

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Vista ampla sob tenda branca com várias cadeiras ocupadas por pessoas em uniformes verdes e amarelos. Há mesas de atendimento e veículos brancos estacionados ao fundo.Com foco na inclusão social e no acesso a direitos, o Mutirão PopRuaJud – Dia D do Trabalhador disponibilizou nesta quinta-feira (14), na sede da Fundação Nova Chance (Funac), em Cuiabá, uma série de serviços gratuitos destinados à população em situação de vulnerabilidade.
Ao longo do dia, foram ofertados atendimentos de saúde, vacinação, emissão de documentos, orientação jurídica, vagas de emprego, cursos profissionalizantes, além de serviços como consulta com optometrista (que produz lentes para óculos), corte de cabelo, testes rápidos de doenças e palestra sobre empreendedorismo. A proposta foi concentrar, em um único local, tudo aquilo que muitas vezes é de difícil acesso para essa população.
Mulher loira de blusa escura e colar de pérolas fala ao microfone da "TV JUSTIÇA". Ela gesticula com as mãos enquanto é entrevistada em um ambiente interno de paredes claras.A diretora executiva da Funac, Beatriz Dziobat, destacou que a ação representa muito mais do que prestação de serviços. “Hoje é um marco. Conseguimos reunir diversas instituições para que o trabalhador tenha acesso facilitado a tudo: vacinação, assistência social, vagas de emprego… É um dia pensado para aproximar essas pessoas das oportunidades e mostrar que existe uma rede pronta para acolher e ajudar”, afirmou.
Ainda segundo Beatriz, a integração entre as instituições é essencial para o sucesso da iniciativa. “É essa parceria que faz o trabalho fluir. A gente encaminha, recebe encaminhamentos e amplia o alcance do atendimento.”
Homem de traços orientais e cabelos grisalhos veste camisa polo branca e fala para um microfone da TV Justiça em um corredor iluminado com pessoas ao fundo.A participação do Poder Judiciário também foi ressaltada como fundamental para garantir segurança e acesso à cidadania. O coordenador do Comitê Multinível, Multissetorial e Interinstitucional para a Promoção de Políticas Públicas às Pessoas em Situação de Rua (CMMIRua-PJMT), desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira enfatizou que a presença institucional fortalece o resgate da dignidade.
“O Judiciário precisa estar presente. Quando falamos de sistema prisional e de reinserção social, estamos falando de cidadania. Muitos saem do sistema sem apoio e acabam em situação de rua. Precisamos atuar desde a prevenção até o acolhimento, garantindo condições reais de recomeço”, pontuou.
Mulher de camiseta azul marinho e crachá gesticula à frente de uma tela de TV que exibe uma apresentação sobre formalização de negócios. Ambiente de sala de aula.No campo jurídico, o defensor público Márcio Bruno Teixeira Xavier de Lima destacou a importância do atendimento próximo dessa população. “A Defensoria atua há mais de cinco anos junto à Fundação Nova Chance, atendendo especialmente pessoas em regime aberto e semiaberto. Estar aqui permite oferecer um serviço mais célere e eficiente, ajudando a resolver pendências e facilitando o acesso a direitos básicos, como o trabalho, que é essencial para evitar a reincidência”, explicou.
Além do acesso ao emprego formal, o evento também abriu portas para o empreendedorismo. A analista de inclusão produtiva do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Danielle de Jesus Silva Rodrigues, ressaltou a importância de estimular novas possibilidades de geração de renda.
“Estamos aqui para mostrar que é possível empreender a partir das habilidades de cada um. Muitas vezes há dificuldade de inserção no mercado formal, mas existem inúmeras oportunidades para gerar renda e transformar vidas. Nosso objetivo é abrir horizontes e orientar esse público”, afirmou.
Homem pardo de cabelo curto, vestindo camisa polo preta com brasão e a sigla CGE. Ele fala diante de um microfone da TV Justiça. Ao fundo, pessoas com uniformes verdes e amarelos.Histórias como a de Eduardo Getúlio da Cunha mostram, na prática, o impacto desse trabalho. Após seis anos no sistema prisional, ele encontrou na Fundação Nova Chance o apoio necessário para recomeçar. Hoje, trabalha na Controladoria Geral do Estado e cursa Ciências Contábeis.
“Aqui é uma porta para quem quer mudar de vida. Foi assim comigo. Eles me orientaram, me deram oportunidade. Hoje estou trabalhando, estudando e construindo um futuro diferente. É possível, sim, recomeçar”, relatou.
Para Eduardo, ações como o mutirão representam o primeiro passo para muitos que ainda buscam uma nova chance. “Quem vem aqui encontra apoio, orientação e oportunidade. Depende da pessoa querer mudar, mas o caminho existe”.
Mulher de camiseta verde e óculos atende homem de camiseta preta em mesa com computador. Ela usa teclado e mouse enquanto conversam em um ambiente de escritório iluminado.O Mutirão PopRuaJud foi promovido com apoio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Poder Judiciário de Mato Grosso, Secretarias de Estado de Saúde, de Assistência Social e Cidadania e de Justiça, Secretarias Municipais de Saúde, da Mulher e de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Sesi e Sebrae.

Autor: Ana Assumpção

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Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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