Tribunal de Justiça de MT

Última turma de acadêmicos do ‘Nosso Judiciário’ de 2024 visita a sede do TJMT

Publicado em

A última turma de acadêmicos a visitarem a sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, nesta etapa de 2024 do Projeto Nosso Judiciário, foram os mais de trinta alunos do 7º ao 10º semestre do curso de Direito da Faculdade Fasipe Campus Cuiabá. A visita foi realizada na última terça-feira (19), e visa aproximar os estudantes do Poder Judiciário de Mato Grosso. 
 
Após serem recepcionados pelo coordenador do programa, o técnico judiciário Neif Feguri, os estudantes assistiram à sessão de julgamento com sustentações orais da 2ª Câmara de Direito Público e Coletivo, presidida pelo desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira. 
 
Os acadêmicos também tiveram a oportunidade de ter um bate-papo com o juiz-auxiliar da presidência do TJMT, Jones Gathas que falou sobre sua carreira como magistrado e deu palavras de incentivo aos jovens. 
 
“Vim falar sobre a minha trajetória e carreira profissional, como uma forma de ilustrar o caminho que um magistrado percorre desde a faculdade. Não é a primeira vez que participo do projeto, e é sempre uma satisfação muito grande poder transmitir algum conhecimento para eles. Independente da área que o aluno escolher percorrer, seja trilhar a magistratura ou qualquer outra carreira jurídica, a gente fica na torcida para ocorrer sempre da melhor forma”, expressou o magistrado. 
 
A professora e coordenadora do núcleo de prática jurídica Fasipe Cuiabá, Izabel Barbosa, foi quem acompanhou os alunos nesta visita. E segundo ela, o projeto oportuniza aos alunos um conhecimento mais amplo do funcionamento judiciário. 
 
“É uma satisfação muito grande para nós da Faculdade Fasipe Cuiabá poder aproveitar desse benefício oferecido pelo Projeto Nosso Judiciário, que abre as portas para os acadêmicos de Direito terem uma noção de como funciona a prática jurídica de fato. É uma oportunidade ímpar que eles têm para desenvolver o conhecimento adquirido, observando como funciona toda estrutura do Poder Judiciário de Mato Grosso, e vendo a atuação dos desembargadores e dos advogados dentro das sessões de julgamento que eles assistiram aqui presencialmente”, ressaltou. 
 
Para conhecer a história do Judiciário em Mato Grosso, os visitantes foram até o Espaço Memória do TJMT, que conserva mais de 200 itens históricos, sendo eles livros, processos, atas, fotografias, mobílias e objetos. No local eles ouviram as palavras de conhecimento do diretor da Secretaria da 2ª Câmara Criminal, Eduardo Campos e da servidora Rejane Pinheiro Andrade, que também é uma das escritoras do livro comemorativo dos 150 do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. 

Leia Também:  Termina hoje (24/10) o prazo para inscrição de juízes e juízas interessados em atuar temporariamente
 
A aluna do 10º semestre de Direito, Gabrielly Moreira Santos, de 22 anos, foi a escolhida para representar a turma e receber das mãos da servidora Rejane Andrade o Glossário Jurídico. “Foi gratificante ser a aluna que recebeu o Glossário Jurídico representando a turma. E é um privilégio participar desse projeto, onde nós acadêmicos nos sentimos abraçados pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Em sala de aula aprendemos a teoria e aqui a gente vê toda realidade, na prática e como funciona”, destacou Gabrielly. 
 
Ao final da visita, todos os acadêmicos receberam o Glossário Jurídico, que é uma das publicações do programa Nosso Judiciário, e foi desenvolvida para ajudar a população a entender a linguagem jurídica. Também receberam agenda e garrafa personalizada do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. 
 
Segundo o acadêmico do 8º semestre, Adilson Bezerra, de 42 anos, a visita foi motivadora e agrega conhecimento aos alunos. “Foi uma experiência ótima para nós acadêmicos que vivemos mais na teoria, e aqui conseguimos ver na prática toda estrutura do Poder Judiciário. É muito bom ver também a preocupação da instituição em resguardar a memória do Judiciário do Estado. E por fim, foi muito proveitosa a fala do juiz Jones Gathas que nos motivou a buscar aquilo que sonhamos, seja seguir a carreira da magistratura, seja advogar ou qualquer outra área do Direito”, descreveu o estudante. 
 
Projeto Nosso Judiciário – O projeto “Nosso Judiciário” é voltado para estudantes universitários, principalmente do curso de Direito, e aos alunos da rede estadual do ensino médio. A finalidade é aproximar a sociedade do Poder Judiciário.
 
Criado em agosto de 2015, o projeto já recebeu no Tribunal de Justiça de Mato Grosso 215 turmas, vindas de 43 faculdades, com um total de 10.495 acadêmicos. Somente neste ano de 2024, o Nosso Judiciário recepcionou 1.148 acadêmicos, vindos de 19 faculdades, com um total de 29 turmas. 
 
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: Registro fotográfico colorido em formato horizontal, com 10 alunos da turma de Direito da Faculdade Fasipe Campus Cuiabá, juntamente com o juiz-auxiliar da presidência do TJMT, Jones Gathas. Estão todos em pé, sorrindo e posando para a foto no Espaço Memória do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Foto 2: Registro fotográfico colorido em formato horizontal da aluna Gabrielly Moreira recebendo da servidora Rejane Andrade o Glossário Jurídico do TJMT. As duas estão em pé, sorrindo e posando para a foto.
 
Texto: Luana Daubian | Fotos : Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Leia Também:  Judiciário e faculdades de Rondonópolis firmam cooperação para promover cidadania e prática jurídica

Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

Published

on

Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

Leia Também:  Coordenadoria da Mulher leva palestra sobre violência doméstica à Escola Hermelinda de Figueiredo

Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

Leia Também:  Mapeamento por competências vai orientar capacitação e força de trabalho no TJMT

Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA