Tribunal de Justiça de MT

Juíza de Itiquira participa do lançamento de projeto ambiental do município

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A juíza da Comarca de Itiquira, Fernanda Mayumi Kobayashi, participou do lançamento do projeto “Semeando o presente para colher o futuro” da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do município, na manhã desta quinta-feira (16). O projeto tem como objetivo incentivar a educação e a consciência ambiental dos alunos da Escola Municipal José Rodrigues da Silva com o plantio de três mil mudas.
 
O secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Paulo Donato Cavalcante Júnior, destacou que a princípio serão atendidas crianças entre cinco e dez anos. “Produzimos três mil unidades de um Lápis Semente ecológico, todo feito com material reciclado, inclusive o papel que acompanha o mesmo.
 
Todos os lápis podem ser plantados após o uso. Cada um carrega uma semente. São espécies abarcadas como a Figueira Branca, o Manjericão e a Gipsofila”, disse.
 
A juíza Fernanda Mayumi Kobayashi fez a entrega dos lápis aos alunos e destacou a importância da educação ambiental, sobretudo entre crianças e adolescentes. “A Política Nacional de Educação Ambiental, disciplinada pela Lei nº 9.795/99, prevê a necessidade de um agir articulado, envolvendo Poder Público, instituições privadas e a sociedade, em todos os níveis do processo educativo”, disse.
 
A magistrada pontuou ainda que o simbolismo na escolha de um lápis contendo sementes de plantas diversas é primoroso. “Não só por diretamente se associar ao estudo e ao aprendizado em si, mas por conectar esses estudantes com um ato de cidadania que é o plantio e o cultivo de árvores”, finalizou.
 
#Paratodosverem Esta matéria possui recursos de texto alternativo para inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem 1: foto horizontal colorida. A magistrada esta em pé falando ao microfone, vestido um terno preto. Descrição da imagem 2: Alunos, professores, secretários estão no centro da quadra com as mãos levantadas mostrando os lápis ecológicos.
 
Gabriele Schimanoski
Assessoria de Comunicação da CGJ-MT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Estereótipos de gênero podem gerar injustiças no Direito de Família, alerta juíza

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Mulher de blazer preto fala ao microfone diante de plateia sentada. Ao fundo, telão com slide sobre campanha e banner do CEMULHER - Coordenadoria Estadual da Mulher“Não existe pai herói por fazer o que é sua obrigação, nem mãe menos dedicada por trabalhar fora”. A reflexão marcou a palestra da juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, durante a capacitação das Equipes Multidisciplinares das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, realizada na tarde desta quarta-feira (15) pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.
Com o tema “Estereótipos de Gênero no Direito de Família”, a magistrada chamou a atenção para a necessidade de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais reconhecerem e romperem padrões culturais que ainda influenciam decisões judiciais e atendimentos às mulheres em situação de violência.
Segundo a juíza Ana Graziela, a ideia de que a mulher deve ser sempre a principal cuidadora dos filhos, enquanto o homem ocupa exclusivamente o papel de provedor, ainda provoca julgamentos que podem comprometer a imparcialidade dos processos. “A gente não pode taxar as pessoas por um estereótipo. O pai não é herói por cuidar do filho, porque isso é obrigação. Da mesma forma, a mulher não deixa de ser uma boa mãe porque trabalha o dia inteiro ou conta com uma rede de apoio para cuidar das crianças”, afirmou.
Plateia sentada assiste palestra em auditório. Ao fundo, palestrante de preto fala ao microfone diante de telão com slide e banner do CEMULHER.Atendimento sem julgamentos
Durante a palestra, a juíza explicou que esses estereótipos podem resultar em violência processual, quando preconceitos e ideias pré-concebidas interferem na forma como mulheres são ouvidas, acolhidas e avaliadas pelo sistema de Justiça.
Ela destacou que é preciso evitar perguntas e conclusões que responsabilizem a vítima pela violência sofrida ou coloquem em dúvida sua credibilidade. “Não adianta essa mulher ser vítima em casa e, quando chega ao Fórum, sofrer um outro tipo de violência praticada pelo próprio poder público. Ela precisa encontrar acolhimento, não julgamento”, comentou.
Ao abordar a evolução histórica dos direitos das mulheres, Ana Graziela lembrou que muitos padrões sociais foram construídos ao longo dos séculos e ainda se refletem nas relações familiares e nas decisões judiciais. Por isso, defendeu que magistrados e equipes técnicas utilizem o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como instrumento para reduzir vieses e garantir decisões mais justas.
Como mensagem final aos participantes, a magistrada reforçou que empatia e imparcialidade devem orientar a atuação de todos os profissionais que lidam com famílias e mulheres em situação de violência. “Precisamos quebrar os estereótipos de gênero. Um laudo deve ser construído sem julgamentos e baseado na realidade dos fatos. Quem trabalha com essas famílias precisa compreender o contexto em que elas vivem e atuar com empatia para evitar novas formas de violência”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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