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MPMT palestra sobre combate ao abuso e exploração sexual infantojuvenil

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Para chegar à comunidade ribeirinha São Lourenço, localizada na Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, representantes do Ministério Público do Estado de Mato Grosso e das polícias Judiciária Civil e Militar navegaram por aproximadamente uma hora pelas águas do Rio Guariba, na última sexta-feira (12). O motivo da visita foi levar informações e colher demandas dos moradores da comunidade, que fica cerca de 80km do distrito de Conselvan, em Aripuanã (a 1.002km de Cuiabá). 

A primeira atividade do dia consistiu em uma palestra na Escola Municipal Rural Trilha do Saber, sobre “Combate ao Abuso, à Exploração Sexual e à Violência contra Crianças e Adolescentes”. O promotor de Justiça Substituto William Johnny Chae falou aos alunos sobre o tema da campanha nacional “18 de Maio – Faça Bonito – Proteja nossas crianças e adolescentes”.

Na sequência, promoveu uma escuta social com os adultos para conhecer os problemas enfrentados pelos ribeirinhos, bem como ressaltar a necessidade de participação de todos (Estado, sociedade e família) para a proteção dos direitos das crianças e dos adolescentes.

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Sobre a comunidade – Situada à margem direita do rio Guariba, a comunidade rural de São Lourenço foi fundada há mais de 50 anos e possui uma população de apenas 14 habitantes, pertencentes a duas famílias. No local, existem somente seis estruturas – duas residências, dois depósitos, um salão de festas e a Escola Municipal Trilha do Saber. O colégio possui 10 alunos, vindos de outras comunidades do entorno, e oferece do 1ª ao 4º ano do Ensino Fundamental. A economia é baseada no extrativismo – castanha, copaíba, látex e farinha são produzidos e vendidos nos mercados de Guariba e Colniza.

(Com informações da ONG WWF)

Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT investiga contratações temporárias na Educação

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A 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá instaurou três inquéritos civis para apurar as condições de contratação de profissionais da educação nas redes estadual de Mato Grosso e municipais de Cuiabá e Acorizal. O objetivo é verificar a realização de concursos públicos ou processos seletivos, bem como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), política criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2026 para aprimorar a seleção de professores da educação básica no país.Conforme o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, a iniciativa busca levantar informações para avaliar a possível dependência de contratações temporárias, a eventual ausência de concursos públicos regulares, a adesão à política nacional de seleção de docentes (PND) e a existência de planejamento estruturado para a valorização da carreira.O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou o envio de ofícios à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), e às secretarias municipais de Educação de Cuiabá e de Acorizal, requisitando informações como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), ou, em caso negativo, as justificativas e a previsão de adesão; a data de realização do último concurso público ou processo seletivo; e a existência de previsão para novas seleções, com a apresentação de cronograma.As instituições também deverão encaminhar relação atualizada dos profissionais da educação, com detalhamento por função, local de lotação e tipo de vínculo (efetivo ou temporário). O MPMT requisitou ainda informações sobre o planejamento de políticas de valorização da categoria, incluindo estruturação de carreiras, recomposição do quadro efetivo e adoção de processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior considerou que que dados do Censo Escolar indicam que, nos últimos anos, tem havido aumento no número de professores temporários no país, em desacordo com a previsão constitucional e legal. Em algumas redes estaduais, mais de 70% do corpo docente possui vínculo precário.Considerou também levantamento baseado em painel de Business Intelligence (BI) do MEC aponta que Cuiabá está classificada como Prioridade 3, com 5,5% de inadequação docente, 83% de profissionais concursados e último concurso realizado entre seis e oito anos. Já o município de Acorizal também figura na Prioridade 3, com 53,5% de inadequação docente, 64% de profissionais concursados e ausência de informações sobre o último concurso público na área da educação, bem como sobre a existência de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para a categoria.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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