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Comissão da ALMT faz visita técnica e anuncia retomada da obra do Complexo do Lago Azul

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A Comissão de Indústria, Comércio e Turismo da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta terça-feira (15), uma visita técnica em Barra do Bugres e anunciou a retomada das obras de revitalização do Complexo Turístico do Lago Azul.

Durante a agenda, a comitiva também percorreu a orla do Rio Paraguai e constatou a necessidade de investimentos para oferecer infraestrutura adequada aos turistas. O presidente da comissão, deputado Chico Guarnieri (PRD), se comprometeu a intermediar junto ao governo as ações necessárias para colocar o projeto em prática.

O objetivo é destravar e acelerar o desenvolvimento do potencial turístico dos municípios mato-grossenses. A próxima visita está marcada para esta sexta-feira (18), em Campo Novo do Parecis.

“Queremos potencializar o turismo de Mato Grosso. Hoje estamos aqui em Barra do Bugres para anunciar obras estruturantes e checar as principais necessidades. São ações importantes para melhorar as condições para o desenvolvimento sustentável, valorizando nossa história e protegendo o meio ambiente”, afirmou Guarnieri, ao comemorar a assinatura da ordem de serviço do Complexo Turístico do Lago Azul, aguardado desde 2018 e oficializado pela prefeita Maria Azenilda Pereira.

A comitiva, que também contou com a presença do chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, de secretários e vereadores, visitou ainda a Estação de Tratamento de Água e Esgoto, cuja obra está em fase final de execução. Em seguida, percorreu o trecho de 3,1 quilômetros da rodovia municipal Filinto Muller, que será asfaltado, e, por fim, esteve no Estádio Municipal Lamartine Ribeiro Sales, antigo “Raimundão”, que receberá investimentos em iluminação.

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A comitiva visitou ainda a Estação de Tratamento de Água e Esgoto, cuja obra está em fase final de execução.

A comitiva visitou ainda a Estação de Tratamento de Água e Esgoto, cuja obra está em fase final de execução.

Foto: RONALDO MAZZA/ALMT

“Unindo forças, vamos alcançar melhorias significativas para o município e fomentar o turismo regional”, destacou a prefeita.

A secretária adjunta de Cidades, Rafaela Damiani, explicou que a obra do Lago Azul foi paralisada após abandono da empresa contratada. Para agilizar a retomada, o governo repassou os recursos à prefeitura, que realizou nova licitação e assinou a ordem de serviço. “A expectativa é que a obra seja retomada em breve e concluída dentro de um ano”, afirmou.

Fábio Garcia anunciou ainda investimentos para finalizar as obras do Hospital Municipal Roosevelt de Figueiredo Lira, com entrega prevista para o primeiro semestre do próximo ano. Ele também reforçou a parceria entre o governo, a ALMT e a prefeitura para destravar obras importantes, como a do Lago Azul.

“O trabalho conjunto tem mostrado resultados positivos”, disse Garcia. Segundo ele, os investimentos do governo em obras somente em Barra do Bugres somam R$ 400 milhões.

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Orla – O secretário de Desenvolvimento Econômico, Meio Ambiente e Turismo de Barra do Bugres, Wesley Granella Oenning, apresentou o projeto da orla do Rio Paraguai, que prevê pista de caminhada, área da recreação, passarela sobre o rio, estacionamento e conexões com o Lago Azul. Conforme o gestor, a cidade é a porta de entrada para um roteiro turístico que abrange mais de seis municípios, com grande potencial para atrair turistas nacionais e internacionais.

“Com o apoio do governo, esperamos entregar uma orla agradável, saudável e capaz de fomentar o turismo de pesca, festivais e o desenvolvimento sustentável”, afirmou, destacando que a conclusão da estação de tratamento de esgoto é essencial para proteger o rio e viabilizar a obra.

Asfalto – A secretária adjunta de Obras Rodoviárias, Nívia Calzolari, informou que o trecho de 3,17 quilômetros da rodovia municipal que será pavimentado, com ciclovia e drenagem reforçada, ligará o distrito industrial à saída da cidade, facilitando o escoamento da produção agropecuária. “O processo licitatório está em andamento, aguardando os trâmites administrativos para início da obra, que trará grande benefício à população”, destacou.

Marley Sousa, presidente do Pedal Barra do Bugres, agradeceu a iniciativa, que beneficiará os moradores que utilizam a bicicleta para prática esportiva e deslocamento ao trabalho. “A construção da ciclovia vai reduzir o número de acidentes e isso para nós é muito importante”, concluiu.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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