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Réu recebe pena máxima por feminicídio de mãe e três filhas

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Após dez horas de julgamento, o Tribunal do Júri condenou o réu Gilberto Rodrigues dos Anjos a 225 anos de reclusão pelos crimes de estupro de vulnerável e feminicídio, cometidos contra uma mãe e suas três filhas, no município de Sorriso. A sentença foi proferida pelo juiz Rafael Deprá Panichella, da 1ª Vara Criminal de Sorriso, e o promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino atuou no julgamento como representante do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O Conselho de Sentença reconheceu todas as circunstâncias qualificadoras que haviam sido imputadas em relação a todas as vítimas, bem como a causa de aumento de pena. A condenação do réu terá início de cumprimento imediato e em regime fechado.“A justiça dos homens foi feita. Ao praticar os crimes com tamanha maldade, o réu declarou guerra contra a humanidade. E a sociedade sorrisense não se calou e respondeu com justiça”, pontuou o promotor de Justiça.Os crimes brutais aconteceram entre a noite do dia 24 e a madrugada do dia 25 de novembro de 2023, quando o réu, pela janela de um lavabo, invadiu a residência das vítimas — Cleci Calvi Cardoso, 46; Miliane Calvi Cardoso, 19; Manuela Calvi Cardoso, 12; e Melissa Calvi Cardoso, 10.Durante o julgamento, o promotor de Justiça afirmou que o crime cometido por Gilberto foi claramente premeditado. Segundo ele, o réu agiu com frieza e cálculo, observando detalhadamente a rotina das vítimas, especialmente das mulheres da família, e estudando minuciosamente o ambiente onde o crime seria executado. “O réu monitorou os horários, analisou a movimentação da casa, identificou rotas de acesso, formas de evitar os cães bravos, e só então colocou em prática seu plano diabólico, com paciência e precisão”, declarou o promotor.

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O membro do MP destacou ainda a gravidade da perda causada pelo crime. Em suas palavras, o réu não tirou apenas vidas, mas destruiu uma história inteira de afeto e convivência familiar. “Ele destruiu todas as vidas que havia naquela casa, o tanto de amor, de carinho… Foram 229 anos de vida roubados de uma só vez”, declarou.

O advogado Conrado Pavelski Neto atuou como assistente de acusação. Regivaldo Cardoso, pai e esposo das vítimas, avaliou positivamente a sentença. “Estou satisfeito com a sentença. Não muda pra gente, não vai trazer elas de volta, não vai diminuir o sofrimento, não vai diminuir a saudade, mas a justiça foi feita hoje”, disse, agradecendo a todos que participaram do plenário.

Em relação à vítima Cleci, os jurados reconheceram os crimes de feminicídio triplamente qualificado, com a causa de aumento de pena, bem como o estupro de vulnerável. Em relação à vítima Miliane, houve o reconhecimento de feminicídio triplamente qualificado com a causa de aumento, bem como o estupro de vulnerável. Em relação à vítima Manuela, reconheceu-se o crime de feminicídio quadruplicamente qualificado, com a incidência de causa de aumento e a condenação por estupro de vulnerável. No caso da vítima Melissa, houve o crime de feminicídio com cinco qualificadoras inclusas, bem como a causa de aumento, o que elevou as penas dosadas.Com informações da Coordenadoria de Comunicação do TJMTFotos: Josi Dias

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Prevenção Começa na Escola chega a mais cinco municípios

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Mais cinco municípios mato-grossenses receberam o projeto “Prevenção Começa na Escola” entre os dias 30 de junho e 3 de julho, durante a segunda etapa de apresentações. Desenvolvido pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), o projeto alcançou cerca de 3,2 mil estudantes dos municípios de Terra Nova do Norte, Nova Guarita, Nova Santa Helena, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum, por meio da encenação das peças teatrais “Inocentes Pétalas Roubadas” e “RE-cortes”.Coordenado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente e realizado em parceria com a Cia VostraZ de Teatro, o projeto utiliza a arte como ferramenta de conscientização e prevenção. Por meio de apresentações teatrais, são abordados temas de grande relevância para o público infantojuvenil, estimulando reflexões sobre direitos, proteção e cidadania.As atividades envolvem estudantes das redes municipal e estadual de ensino. A peça “Inocentes Pétalas Roubadas” trata de temas como o combate ao abuso sexual infantil, o enfrentamento ao bullying e a preservação do patrimônio público escolar. Já “RE-cortes” promove reflexões sobre os impactos da violência doméstica contra a mulher na vida de crianças e adolescentes.As apresentações começaram no dia 30 de junho, nos municípios de Terra Nova do Norte e Nova Guarita. Em Terra Nova do Norte, a peça foi encenada no Centro de Eventos do Parque Municipal Vale do Esperança, reunindo cerca de 700 estudantes. Já em Nova Guarita, aproximadamente 500 crianças acompanharam o espetáculo no Pavilhão da Igreja Católica Santo Antônio.No dia 1º de julho, o projeto chegou a Nova Santa Helena, onde as atividades ocorreram no Centro de Eventos Antenor Bezerra. Cerca de 500 alunos das redes municipal e estadual participaram das apresentações das peças “Inocentes Pétalas Roubadas”, no período matutino, e “RE-cortes”, no vespertino, ampliando o debate sobre proteção integral e enfrentamento de situações de violência.A programação teve sequência em Lucas do Rio Verde, no dia 2 de julho, com apresentações na Escola Municipal Cecília Meireles. Aproximadamente mil estudantes participaram das atividades realizadas nos períodos da manhã e da tarde. A ação contou com a presença do promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, que destacou a relevância do projeto como instrumento de prevenção, conscientização e fortalecimento da rede de proteção à infância e à adolescência.“Essa peça é muito importante porque trata de temas delicados de forma lúdica, acessível e adequada às crianças. A linguagem utilizada é leve e dialoga muito bem com o público infantil, que se emociona, se identifica com os personagens e, ao mesmo tempo, aprende sobre situações que não podem ser aceitas e sobre a importância de buscar ajuda diante de casos de abuso sexual infantil. É uma iniciativa que contribui diretamente para a conscientização e a prevenção, fortalecendo a proteção das nossas crianças”, afirmou o promotor de Justiça Marlon Rodrigues.No dia 3 de julho, o projeto esteve em Nova Mutum, com apresentações na Escola Estadual Cívico-Militar Virgílio Corrêa Filho e na EMEB Futuro Brilhante. As atividades reuniram cerca de 950 participantes e contaram com a presença da promotora de Justiça Ana Carolina Rodrigues Alves Fernandes de Oliveira, reforçando o compromisso do Ministério Público com a promoção de ações educativas voltadas à garantia dos direitos de crianças e adolescentes.Próximas etapas – Esta edição do projeto será desenvolvida até setembro de 2026, contemplando 34 municípios mato-grossenses. A terceira etapa ocorrerá entre os dias 27 e 31 de julho, com apresentações contemplando os municípios de Nova Marilândia, Santo Afonso, Nortelândia, Arenápolis e Rosário Oeste.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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