Ministério Público MT

Ouvidoria Itinerante leva dignidade ao bairro Terra Prometida

Publicado em

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou mais uma edição do projeto Ouvidoria Itinerante, desta vez no bairro Terra Prometida, em Cuiabá, que celebrou seus oito anos de fundação no sábado (23). A ação, marcada por escuta ativa, acolhimento e prestação de serviços essenciais, transformou a manhã dos moradores em um verdadeiro mutirão de cidadania.Das 8h ao meio-dia, a Igreja Assembleia de Deus Ministério de Cuiabá foi palco de atendimentos gratuitos nas áreas de saúde, assistência social, educação, empregabilidade, justiça e bem-estar. A iniciativa contou com o apoio de diversos parceiros, como Assembleia Legislativa, SENAI, IEL, Faculdade Educare e Supermercado Atacadão, e realizou cerca de 100 atendimentos.A procuradora de Justiça e ouvidora-geral do MPMT, Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos, destacou a importância de levar o Ministério Público para perto da população. “A Ouvidoria Itinerante é um canal direto com o cidadão. Estamos aqui para ouvir, orientar e garantir que os direitos sejam respeitados.”Moradores como Abenilza Leoncio da Silva e Luciano Batista aproveitaram a oportunidade para acessar serviços como emissão de documentos e consultas médicas. “A gente está muito feliz por esse projeto ter vindo para ajudar a gente no nosso bairro”, comemorou Abenilza. Já o fundador do bairro, Antônio Lemes de Paula, reforçou a relevância da ação. “É muito importante para a comunidade e região essa demanda que o pessoal tem.”Além dos serviços, os moradores também apresentaram demandas relacionadas à implantação da rede de esgoto e à regularização fundiária, que serão acompanhadas pela Ouvidoria do MPMT. “Essa providência é necessária. A Ouvidoria acompanha e nós fazemos o encaminhamento para cada promotor de Justiça da área correspondente às reivindicações. Acompanhamos junto aos colegas para que possamos trazer aos moradores que nos procuram a resposta que buscam e esperam”, explicou a ouvidora-geral do MPMT.Durante a agenda, a procuradora de Justiça também orientou mulheres sobre violência doméstica, com apoio da Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa.“Nós abraçamos a causa e viemos explicar sobre violência doméstica, entregar panfletos e fazer esclarecimentos à comunidade, que é tão importante”, explicou a assessora jurídica da Procuradoria da Mulher da ALMT, Mariana Pereira.A coordenadora de Gestão Empresarial do IEL-MT, Priscila Rosa, também participou da ação, reforçando o compromisso das instituições parceiras com a transformação social. “Mais do que uma oferta de serviços, é levar dignidade para a população. Essa parceria sempre foi muito positiva.”Para o pastor Ari Almeida, da Igreja Assembleia de Deus Ministério de Cuiabá, a atuação do MPMT junto à comunidade foi fundamental. “Sabemos que é uma população carente e necessitamos desses trabalhos. Para nós, está sendo uma honra receber. É de grande valia.”Confira a matéria

Leia Também:  Regularização fundiária será discutida em audiência compositiva

Fonte: Ministério Público MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Ministério Público MT

Justiça determina adequações em Casa Lar a pedido do MPMT

Published

on

A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Comodoro (a 644 km de Cuiabá) obteve, nesta quarta-feira (29), duas decisões favoráveis na Justiça que determinam ao Município a adoção de medidas voltadas à adequação estrutural, logística e administrativa da Casa Lar da Criança Recanto Feliz, unidade de acolhimento institucional de crianças e adolescentes. As decisões são resultado de duas Ações Civis Públicas ajuizadas pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), após inspeção realizada em março deste ano, que identificou diversas irregularidades capazes de comprometer o atendimento integral e a proteção dos acolhidos.
Entre os problemas constatados estão a falta de acessibilidade arquitetônica, a inadequação dos espaços físicos destinados ao atendimento técnico, a ausência de equipe técnica exclusiva, além da insuficiência de veículos para o transporte das crianças e adolescentes. Também foi verificado que o Projeto Político-Pedagógico e o Regimento Interno da instituição encontram-se desatualizados, em desacordo com as normas do Sistema Único de Assistência Social (Suas).
As decisões judiciais determinam que o Município adote uma série de providências para sanar as irregularidades apontadas, entre elas apresentar, no prazo de 10 dias, um plano de adequação estrutural; iniciar as obras necessárias em até 30 dias; disponibilizar veículo adicional para atendimento da unidade em 15 dias; e comprovar periodicamente o cumprimento das medidas impostas.
Também foi determinado que o Município implante equipe técnica mínima exclusiva, composta por um assistente social e um psicólogo, no prazo de 10 dias; comprove o atendimento técnico contínuo e a elaboração dos Planos Individuais de Atendimento (PIA) em até 15 dias; adeque integralmente o quadro de pessoal, incluindo cuidadores e coordenação; atualize o Projeto Político-Pedagógico e o Regimento Interno no prazo de 60 dias; e implante programa de capacitação continuada dos profissionais em até 90 dias.
Em caso de descumprimento das determinações, a Justiça fixou multa diária de R$ 5 mil, limitada ao montante de R$ 100 mil, em cada uma das ações.
Nas ações, o MPMT destacou que a situação viola dispositivos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e compromete o princípio da prioridade absoluta assegurado às crianças e adolescentes pela Constituição Federal.
Segundo o promotor de Justiça Carlos Rubens de Freitas Oliveira Filho, cabe ao Município garantir condições adequadas de funcionamento da unidade. “Incumbe ao Município de Comodoro promover a adequação da estrutura física da Casa Lar da Criança Recanto Feliz, em sentido amplo, assegurando condições de acessibilidade, organização adequada dos espaços e suporte estrutural compatível com as diretrizes normativas, de modo a garantir atendimento digno, integral e inclusivo às crianças e adolescentes acolhidos”, afirmou.
O promotor acrescentou ainda que “a deficiência estrutural da unidade de acolhimento institucional, especialmente no que se refere à ausência de equipe técnica suficiente e qualificada, configura violação a direitos fundamentais de natureza coletiva, atingindo grupo determinado de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, o que justifica a atuação do Ministério Público na defesa de interesses coletivos e individuais indisponíveis”.

Leia Também:  Inscrições para programas de estágio e residência do MP terminam dia 29

Fonte: Ministério Público MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA