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Podcast Prosa Legal: Psicóloga do TJMT aborda saúde mental da população idosa

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Está no ar mais uma edição do podcast Prosa Legal, produção da Rádio TJ que traz como tema a saúde mental da população idosa com um bate-papo entre a radialista Elaine Coimbra e a psicóloga do Tribunal de Justiça de Mato Grosso Luciana Edeliz Egéo, que atua no Núcleo de Atendimento ‘Espaço Thays Machado’.

Dentre dos aspectos debatidos na conversa estão os principais fatores de risco de depressão e suicídio nessa faixa etária. Conforme a psicóloga, apesar de serem pouco abordadas, essas são realidades presentes na história de muitos idosos, porém, devido à dificuldade de abertura para compartilhar suas dores e à resistência a buscar ajuda, os sintomas acabam sendo menos identificados.

“Temos que lembrar das questões culturais. Antigamente, como era a educação dessas pessoas que hoje são idosas? Era uma educação muito diferente da que temos hoje e isso faz com que eles tenham mais resistência. Eles não tinham uma abertura para se falar sobre a tristeza. Os impactos aconteciam da mesma forma que acontecem conosco, só que hoje temos liberdade para falar”, compara Luciana Edeliz.

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A profissional faz um alerta às famílias para que prestem atenção aos sinais apresentados pelos idosos, como dificuldade para dormir, isolamento, alteração no apetite, mudança de humor. “As famílias estão tendo dificuldade em prestar atenção nos seus idosos porque estão tão atarefadas no dia a dia, que acabam não percebendo isso”, diz.

Segundo Luciana, a depressão em idosos não surge repentinamente, mas é resultado de uma série de situações vividas ao longo da vida e que não receberam a devida atenção. “A depressão, o pensamento suicida, não vem de um dia pro outro, é decorrente de uma caminhada. Foram grandes impactos emocionais, vivências que aquela pessoa não conseguiu elaborar. Nisso, ela foi criando calos nas emoções, nos afetos”.

Em relação à dificuldade que muitos familiares sentem em se aproximar para conversar com os pais idosos sobre suas emoções, a psicóloga orienta buscar ajuda profissional.

A aceitação da velhice também foi tratada na Prosa Legal. A entrevistada destacou a importância de um olhar integrativo sobre a vida, cuidando do corpo e da mente com terapia, homeopatia, exercício físico, nutrição e espiritualidade. “Cuida do que você tem hoje na juventude, que é muito bela, que você terá uma longevidade na vida idosa”, sugere.

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Ouça o podcast na íntegra clicando aqui.

Autor: Celly Silva

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Tribunal de Justiça de MT

Aprimoramento do suporte pedagógico e valorização de potencialidades marcam debate sobre inclusão

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A inclusão escolar ultrapassa a dimensão técnica e demanda a construção de um ambiente pautado pela empatia, pela escuta e pela compreensão das diferenças. A reflexão é do professor Agnaldo Fernandes, um dos mais de mil participantes do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

Com 24 anos de atuação na rede pública de ensino em Cuiabá e Várzea Grande, o educador destacou que o processo inclusivo se consolida, sobretudo, na convivência e no envolvimento de toda a comunidade escolar. “Existe também um trabalho importante com os demais estudantes, para que compreendam as diferenças e participem, respeitem e entendam. Exige preparo, sensibilidade e tempo”, afirmou.

A vivência em sala de aula, como professor de Artes, também revela o potencial expressivo dos estudantes atípicos quando encontram estímulos adequados. Segundo o professor Agnaldo Fernandes, há um envolvimento natural dos educadores em buscar estratégias mais direcionadas, especialmente em áreas como as artes, onde muitos alunos demonstram habilidades significativas. “A gente se apega muitas vezes, quer trabalhar de uma forma mais específica, mais enfática, pra que ele consiga se desenvolver, principalmente na minha área, que tem crianças que conseguem ter um potencial incrível na área de artes. Alguns autistas, por exemplo, conseguem trabalhar pintura, o faz de conta, uma série de elementos da arte que são interessantíssimos”, relatou.

No entanto, o tempo limitado e a dinâmica da rotina escolar acabam impondo barreiras à continuidade desse trabalho mais aprofundado. “Só que você tem muito pouco tempo pra trabalhar, aí você tem a próxima turma e a próxima turma e a próxima turma”, acrescentou, ao destacar a dificuldade de conciliar a atenção individualizada com a demanda de múltiplas turmas ao longo do dia.

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Ainda assim, o compromisso dos professores se mantém como um dos pilares da inclusão. O educador enfatiza que há um esforço contínuo para oferecer o melhor atendimento possível, mesmo diante das limitações estruturais. “A gente se esforça muito, tenta fazer o máximo, mas a gente gostaria que tivesse mais um apoio, um espaço específico pra aqueles que precisam, porque são seres humanos que necessitam de um acompanhamento maior”, afirmou.

Para ele, a ampliação desse suporte pode representar um avanço significativo não apenas no processo de aprendizagem, mas também na construção de perspectivas futuras para esses estudantes. “Esse apoio mais estruturado permitiria que eles se desenvolvessem melhor e pudessem, futuramente, estar no mercado de trabalho de uma forma muito mais efetiva”, concluiu.

Promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o evento foi realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, reunindo mais de 2,1 mil participantes, entre coordenadores escolares, professores e cuidadores de alunos com deficiência. A iniciativa, conduzida pela vice-presidente do TJMT e presidente da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, reafirma o compromisso institucional do Judiciário mato-grossense com a promoção de direitos e com o fortalecimento de práticas inclusivas alinhadas às demandas sociais.

TJMT Inclusivo

O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade, e dá cumprimento à Resolução nº 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência no âmbito do Judiciário. A iniciativa também está em consonância com a Lei nº 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

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Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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