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Promotores e sociedade debatem cuidados com animais em Cuiabá

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Com o objetivo de fortalecer a política de bem-estar animal, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) promoveu na sexta-feira (10) a audiência pública “Debate sobre a implementação de medidas concretas voltadas à defesa e proteção de animais domésticos no contexto da política de bem-estar animal em Cuiabá”, que reuniu representantes da sociedade civil, órgãos públicos e especialistas para debater medidas concretas de proteção aos animais domésticos. O encontro ocorreu no auditório da sede da Procuradoria-Geral de Justiça, com transmissão ao vivo pelo canal do MPMT no YouTube e foi promovido pelas 15ª e 16ª Promotorias de Justiça Cível de Defesa do Meio Ambiente Natural da Capital, a audiência teve como objetivo ouvir a sociedade e debater os desafios e soluções para a efetivação de políticas públicas voltadas ao bem-estar animal.Durante a abertura, a promotora de Justiça Ana Luiza Ávila Peterlini destacou a importância da participação popular na construção de políticas públicas. “Nada melhor do que ouvir as sugestões, as reclamações e as informações para que possamos conduzir uma política pública voltada ao bem-estar animal. Tivemos avanços, como a criação da lei da política de bem-estar animal, do fundo e do conselho, mas ainda há muito a ser feito”, afirmou.Ela relembrou que há nove anos foi firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o município, prevendo obrigações como repasse de recursos às ONGs, castrações, abrigamento adequado e atendimento veterinário. “Muitas dessas obrigações ainda não foram cumpridas. O TAC está judicializado e estamos cobrando o cumprimento na Justiça. O município se comprometeu a destinar R$ 5 milhões para a política, mas não temos notícia de que esses recursos foram efetivamente aplicados”, pontuou.O promotor de Justiça Joelson de Campos Maciel reforçou o papel da sociedade na defesa dos animais. “Os animais estão no grupo dos vulneráveis. Quem não cuida dos seus próprios animais dificilmente cuidará de outros grupos vulneráveis. Por isso, essa audiência é tão importante. Se não for a sociedade, nada anda”, disse.Ele também destacou a necessidade de educação ambiental e de maior controle populacional dos animais errantes. “As pessoas precisam entender que o manejo adequado evita situações de abandono e maus-tratos. Já vimos casos revoltantes, como o de um gatinho que teve a coluna quebrada por maus-tratos. Esse espírito humano de indignação precisa ser mantido”, completou.O juiz Emerson Luis Pereira Cajango, que assumiu a Vara Especializada de Meio Ambiente da capital há 30 dias, falou sobre a importância da audiência: “Vim aqui muito mais para buscar conhecimento com o Ministério Público, ouvir a população, ouvir a administração municipal sobre como estamos tratando esse tema, que é muito importante.”Representando a Diretoria de Bem-Estar Animal do Município de Cuiabá, a médica veterinária Morgana Thereza Ens apresentou ações recentes na estrutura da pasta. “Hoje temos uma setorização clara, com responsáveis técnicos em cada área, o que permite alinhamento e cobrança de resultados. Criamos procedimentos operacionais padrão para garantir que todos falem a mesma língua dentro da política de bem-estar animal”, explicou.Ela também falou sobre os desafios orçamentários enfrentados pela diretoria. “As demandas que chegam são, em sua maioria, emergenciais. Precisamos respeitar os limites do orçamento mensal para garantir atendimento contínuo. Não é falta de amor aos animais, mas sim necessidade de planejamento e responsabilidade com os recursos públicos”, afirmou.Durante a audiência pública, foram apresentadas demandas como a implantação de um Hospital Municipal Veterinário, o mapeamento e critérios para seleção de protetores independentes, chip para monitoramento dos animais, pontos de alimentação, campanhas publicitárias, centro de zoonoses, dentre outras medidas. Os membros do MPMT incluíram todos os apontamentos em ata para a análise de medidas a serem adotadas.Além dos promotores e da diretoria municipal, participaram da audiência representantes da Polícia Militar Ambiental, Polícia Civil (Dema), UFMT, Hospital Veterinário da UFMT, associações de proteção animal como Lunaar, Tampatinhas Cuiabá e É o Bicho MT, Unic, CRMV-MT, OAB-MT, Assembleia Legislativa e demais interessados no tema.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT requer na Justiça suspensão de cortes de árvores em Cuiabá

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A 29ª Promotoria de Justiça Cível da Comarca de Cuiabá – Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística ajuizou, nesta quinta-feira (2), uma Ação Civil Pública (ACP) com pedido de liminar contra o Município de Cuiabá, apontando falhas na gestão da arborização urbana e nos procedimentos de autorização para poda e supressão de árvores na capital. Na ação, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) requer a suspensão imediata da emissão de novas autorizações de supressão arbórea, bem como dos efeitos das autorizações já concedidas, até que sejam adotados critérios técnicos adequados para esse tipo de intervenção. O MPMT também pede, em caráter emergencial, a paralisação das atividades de retirada e supressão das árvores ainda remanescentes nas obras de mobilidade urbana executadas na Avenida Fernando Corrêa da Costa/BR-163, em frente à empresa Copagás, no bairro São Francisco, na saída de Cuiabá para Rondonópolis. No mérito, o MPMT requer o reconhecimento da inadequação dos atos administrativos que autorizaram a supressão de árvores sem observância dos objetivos de proteção e prevenção ambiental. A ação busca ainda a responsabilização do Município pelos danos ambientais e climáticos decorrentes dessas intervenções, com condenação ao pagamento de indenização por danos morais coletivos em valor não inferior a R$ 500 mil. O Ministério Público também pede que o Município seja obrigado a instituir protocolo técnico para poda e supressão arbórea, com critérios voltados à mitigação de impactos, compensação por equivalência ecológica, transplante de árvores quando tecnicamente recomendado e monitoramento contínuo. Além disso, requer a recomposição das árvores adultas removidas em intervenções viárias e a revisão das autorizações concedidas fora de parâmetros técnicos adequados, com apresentação de relatório contendo todos os atos administrativos que embasaram supressões arbóreas nos últimos dois anos. De acordo com o promotor de Justiça Carlos Eduardo Silva, os elementos reunidos pelo Ministério Público revelam um cenário de desorganização na política municipal de arborização urbana. Entre os episódios destacados está a retirada de árvores de grande porte na Rua Baltazar Navarros, no bairro Bandeirantes, que teria ocorrido mediante autorização administrativa posteriormente questionada. Outro caso envolve a erradicação de 24 árvores em área pública, com previsão de supressão de até 82 indivíduos arbóreos em razão de obras de intervenção viária na Avenida Fernando Corrêa da Costa. Segundo o MPMT, árvores adultas foram removidas sem a adoção adequada de medidas como transplante, compensação ecológica equivalente e recomposição imediata da cobertura vegetal.Na ACP, o promotor destaca a relevância da arborização para a qualidade ambiental das cidades. “A arborização urbana configura elemento essencial do meio ambiente artificial, exercendo funções fundamentais quanto à regulação térmica, melhoria da qualidade do ar, retenção hídrica e proteção da saúde pública”, afirma. Ele acrescenta que os benefícios são ainda mais significativos em uma cidade de clima quente como Cuiabá. “Árvores e áreas verdes ajudam a diminuir a temperatura local por meio da oferta de sombra e da evapotranspiração, podendo refrescar em até 5ºC as regiões densamente urbanizadas”, aponta. Para o promotor de Justiça, a substituição de árvores adultas por mudas jovens não é capaz de compensar, em curto prazo, a perda dos serviços ambientais proporcionados pela vegetação consolidada. Na avaliação dele, a atual condução da política municipal de arborização representa um “inequívoco retrocesso ambiental e climático”. Ainda segundo Carlos Eduardo Silva, “chega-se à conclusão que a política municipal de gestão e planejamento da arborização urbana apresenta sérias deficiências estruturais”.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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