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Com novos modelos de inteligência artificial, LexIA eleva qualidade das entregas no TJMT

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Arte gráfica com fundo branco. Em letras grandes, garrafais azuis escuras está escrito: LeXIAO Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) já disponibilizou a nova versão da LexIA, plataforma de inteligência artificial desenvolvida internamente e já consolidada como referência nacional no Judiciário.

Um dos destaques da nova versão é o salto tecnológico proporcionado pela integração dos modelos de IA mais avançados do mercado. Assim, a LexIA traz maior precisão, profundidade analítica e qualidade textual aos procedimentos realizados por magistrados, assessores e servidores.


Modelos mais avançados

A grande evolução desta versão é a disponibilização dos modelos Claude 4.5 Sonnet e Gemini 3. Ambos podem ser alternados com apenas um clique, permitindo que o usuário escolha o modelo mais adequado de acordo com a complexidade da tarefa.

Essa flexibilidade garante maior assertividade em análises jurídicas, revisões de minutas, sínteses de processos e elaboração de relatórios, além de respostas mais precisas e contextualizadas.

Para o juiz interlocutor estratégico do Núcleo de Inteligência Artificial (NIA), Vinícius Paiva Galhardo, a mudança proporciona impacto direto na qualidade das respostas geradas pela IA.

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“As atualizações nos modelos de linguagem, como a integração do Claude 4.5, trouxeram uma melhora perceptível na qualidade das respostas. O nível de refinamento dos textos agora se equipara, e em alguns aspectos até supera, o de plataformas externas”, explicou.

Tecnologia fortalece prestação jurisdicional

A juíza Joseane Quinto, coordenadora do GT de Inteligência Artificial e do Laboratório de Inovação (InovaJus), destaca que a adoção dos modelos mais avançados foi acompanhada de esforços institucionais para preparação das equipes.

“Fizemos um grande investimento em capacitação e governança para garantir o uso seguro e responsável da IA. A nova versão da LexIA traz modelos mais potentes, mas sempre com foco em apoiar o trabalho humano, nunca em substituí-lo”, pontuou.

Ela ressalta que a plataforma segue os pilares da Resolução 615 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), incluindo supervisão humana contínua, responsabilidade, ética e proteção de dados.

Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Estereótipos de gênero podem gerar injustiças no Direito de Família, alerta juíza

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Mulher de blazer preto fala ao microfone diante de plateia sentada. Ao fundo, telão com slide sobre campanha e banner do CEMULHER - Coordenadoria Estadual da Mulher“Não existe pai herói por fazer o que é sua obrigação, nem mãe menos dedicada por trabalhar fora”. A reflexão marcou a palestra da juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, durante a capacitação das Equipes Multidisciplinares das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, realizada na tarde desta quarta-feira (15) pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.
Com o tema “Estereótipos de Gênero no Direito de Família”, a magistrada chamou a atenção para a necessidade de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais reconhecerem e romperem padrões culturais que ainda influenciam decisões judiciais e atendimentos às mulheres em situação de violência.
Segundo a juíza Ana Graziela, a ideia de que a mulher deve ser sempre a principal cuidadora dos filhos, enquanto o homem ocupa exclusivamente o papel de provedor, ainda provoca julgamentos que podem comprometer a imparcialidade dos processos. “A gente não pode taxar as pessoas por um estereótipo. O pai não é herói por cuidar do filho, porque isso é obrigação. Da mesma forma, a mulher não deixa de ser uma boa mãe porque trabalha o dia inteiro ou conta com uma rede de apoio para cuidar das crianças”, afirmou.
Plateia sentada assiste palestra em auditório. Ao fundo, palestrante de preto fala ao microfone diante de telão com slide e banner do CEMULHER.Atendimento sem julgamentos
Durante a palestra, a juíza explicou que esses estereótipos podem resultar em violência processual, quando preconceitos e ideias pré-concebidas interferem na forma como mulheres são ouvidas, acolhidas e avaliadas pelo sistema de Justiça.
Ela destacou que é preciso evitar perguntas e conclusões que responsabilizem a vítima pela violência sofrida ou coloquem em dúvida sua credibilidade. “Não adianta essa mulher ser vítima em casa e, quando chega ao Fórum, sofrer um outro tipo de violência praticada pelo próprio poder público. Ela precisa encontrar acolhimento, não julgamento”, comentou.
Ao abordar a evolução histórica dos direitos das mulheres, Ana Graziela lembrou que muitos padrões sociais foram construídos ao longo dos séculos e ainda se refletem nas relações familiares e nas decisões judiciais. Por isso, defendeu que magistrados e equipes técnicas utilizem o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como instrumento para reduzir vieses e garantir decisões mais justas.
Como mensagem final aos participantes, a magistrada reforçou que empatia e imparcialidade devem orientar a atuação de todos os profissionais que lidam com famílias e mulheres em situação de violência. “Precisamos quebrar os estereótipos de gênero. Um laudo deve ser construído sem julgamentos e baseado na realidade dos fatos. Quem trabalha com essas famílias precisa compreender o contexto em que elas vivem e atuar com empatia para evitar novas formas de violência”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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