Quatro pessoas foram presas durante a 9ª edição da Operação Tolerância Zero, focada na fiscalização de motocicletas. A ação ocorreu nesta quarta-feira (5.11) na Avenida Parque Barbado, no Jardim Renascer, em Cuiabá.
Ao todo, a ação fiscalizou 55 veículos e realizou dois testes de alcoolemia, resultando em 54 Autos de Infração de Trânsito (AIT) e nas quatro prisões. Deste total, 42 veículos foram removidos e 35 pessoas foram autuadas.
Entre os detidos, está uma pessoa por embriaguez ao volante, outra por entregar a direção a um não habilitado, um suspeito de adulteração de veículo e, por fim, uma pessoa flagrada conduzindo motocicleta com a habilitação suspensa.
Do total de autuações, 19 foram registradas por conduzir veículo sem registro ou não licenciado, e 12 por dirigir sem possuir a CNH.
A Operação Tolerância Zero – Motos é uma ação coordenada pelo Gabinete de Gestão Integrada (GGI), vinculado à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). A operação contou com o apoio do Batalhão de Trânsito (BPMTran), da Delegacia de Trânsito, do Departamento de Trânsito, da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Cuiabá, do Sistema Socioeducativo, da Polícia Penal, do Corpo de Bombeiros e da Politec.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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