Ministério Público MT

Dois réus são condenados por homicídio de integrante de facção rival

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Alex da Cruz Gomes, conhecido como “Piloto”, e Paulo Gabriel Gomes Ferreira, chamado de “Madruga Neguim”, foram condenados pelo Tribunal do Júri da comarca de Juína (a 735km de Cuiabá) pelos crimes de homicídio qualificado, integrar organização criminosa, tortura, cárcere privado, tráfico de drogas e ocultação de cadáver. O Conselho de Sentença acolheu a tese do Ministério Público na sessão de julgamento realizada em 21 de maio (terça-feira).

A pena definitiva de Alex foi fixada em 17 anos, 10 meses e 12 dias de reclusão e 316 dias-multa, bem como 15 dias de detenção. Já a de Paulo Gabriel foi arbitrada em 24 anos e seis meses de reclusão e 520 dias-multa. Os dois condenados deverão cumprir as penas em regime inicial fechado e não poderão recorrer da sentença em liberdade. Atuou no júri o promotor de Justiça Dannilo Preti Vieira.

A dupla e outros dois homens foram denunciados pelo homicídio qualificado de Wilson Gonçalves de Oliveira (mediante emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e visando assegurar vantagem de outro crime), praticado em abril de 2022. O processo foi desmembrado e os outros envolvidos, Jorge Henrique dos Santos da Silva e Diogo Ragiotti Lopes de Holanda, julgados e condenados pelo Tribunal do Júri em julho do ano passado.

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Conforme a denúncia do MPMT, os quatro são membros de uma organização criminosa e tinham como missão inicial torturar a vítima para obter informações acerca do tráfico de drogas na região. Após torturarem Wilson e manterem em cárcere privado outras três vítimas, um “superior hierárquico” da facção determinou a execução.

Alex, Paulo Gabriel e Jorge Henrique foram responsáveis por levar Wilson até o local do crime, enquanto Diogo ficou vigiando as outras vítimas mantidas em cárcere privado. Jorge efetuou os disparos auxiliado pelos comparsas. “O recurso que dificultou a defesa da vítima deu-se em razão de ter sido levada até o local já amarrada, bem como, pelo fato de os denunciados estarem em número maior de agentes. O crime foi praticado para assegurar a vantagem no tráfico de drogas”, narrou a denúncia.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Réu é condenado a 28 anos por homicídio e organização criminosa

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O Tribunal do Júri de Nova Mutum condenou Bruno Feitoza da Silva pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e participação em organização criminosa, na última sexta-feira (11). A pena foi fixada em 28 anos, sete meses e 18 dias de reclusão, além do pagamento de 20 dias-multa, em regime inicial fechado. O réu não poderá recorrer da sentença em liberdade. Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu a materialidade dos crimes, a autoria e as qualificadoras de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima. De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Bruno Feitoza da Silva integrava uma organização criminosa estruturada e com divisão de tarefas, voltada à obtenção de vantagens por meio da prática de delitos. Em janeiro de 2025, ele e outros envolvidos ainda não identificados participaram do homicídio de Laercio Aquino Pereira da Silva. O crime ocorreu em uma estrada de acesso à área de descarte de recicláveis do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Nova Mutum. A vítima foi executada com diversos disparos de arma de fogo. Conforme apurado durante as investigações, o homicídio teve como motivação a atuação da organização criminosa, circunstância que caracterizou o motivo torpe. Também ficou comprovado que o crime foi cometido mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima, levada a um local ermo e executada por agentes em superioridade numérica.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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