Ministério Público MT

Gaeco desarticula esquema de extorsões contra comerciantes em Sinop

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O Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Polícia Militar deflagrou, na manhã desta terça-feira, a Operação Fatura Final, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa que atuava no município de Sinop (a 500 km de Cuiabá), no norte de Mato Grosso.Na ação, estão sendo cumpridos sete mandados de prisão preventiva, quatro mandados de busca e apreensão domiciliar e pessoal, expedidos para endereços vinculados a investigados em liberdade, além de três mandados de busca e apreensão na Penitenciária Central do Estado (PCE), contra investigados que, mesmo custodiados, continuavam atuando na organização criminosa.As investigações apontaram o envolvimento do grupo em extorsões, práticas violentas de ameaças, mediação de conflitos privados e imposição de “sentenças” por meio do chamado Tribunal do Crime, determinadas por lideranças da facção criminosa.A deflagração da operação foi autorizada pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias – Polo Sinop, que acolheu a representação do Ministério Público e reconheceu a necessidade da adoção de medidas cautelares contra a organização criminosa atuante na região norte do Estado.A investigação apurou que os criminosos mantinham uma estrutura organizacional rígida, com divisão de tarefas entre gerentes, disciplinadores, executores, operadores financeiros e intermediadores de conflitos.Foi possível constatar que os integrantes coagiam vítimas, arbitravam disputas privadas mediante graves ameaças e determinavam punições impostas pela facção criminosa, inclusive com a participação de membros custodiados, que, mesmo presos em unidades prisionais, continuavam a dar ordens.O grupo exigia de comerciantes pagamentos em troca de suposta proteção, prática conhecida como a “caixinha do comando”.Durante as investigações, os policiais tiveram acesso a diversos conteúdos que demonstram a forma de atuação dos criminosos, sempre baseada em ameaças e violência contra as vítimas.O Ministério Público do Estado de Mato Grosso orienta que denúncias relacionadas a organizações criminosas podem ser feitas de forma anônima pelos seguintes canais: 127 – Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso e 190 – Polícia Militar.O Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), força-tarefa permanente constituída pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, pela Polícia Judiciária Civil, pela Polícia Militar, pela Polícia Penal e pelo Sistema Socioeducativo.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Réu é condenado a 26 anos no primeiro julgamento de feminicídio em Vera

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O primeiro caso de feminicídio reconhecido como crime autônomo na cidade de Vera (458 km de Cuiabá) foi julgado nesta sexta-feira (24) pelo Tribunal do Júri da comarca. Francisco Edivan de Araújo da Silva foi condenado a 26 anos e oito meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo assassinato da ex-companheira, Paulina Santana, cometido em razão da condição do sexo feminino e no contexto de violência doméstica.
O Conselho de Sentença reconheceu que o crime foi praticado com o uso de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima. Atuou em plenário o promotor de Justiça Daniel Luiz dos Santos.
Conforme a denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), réu e vítima mantinham um relacionamento amoroso conturbado, com idas e vindas, e, mesmo após o término, o acusado continuava frequentando a residência de Paulina. No dia do crime, ocorrido em junho de 2025, Francisco Edivan foi novamente até a casa da ex-companheira e a encontrou conversando com outro homem, situação que o desagradou. Ele ordenou que o rapaz deixasse o local, o que deu início a uma discussão com a vítima.
Em seguida, de forma súbita e inesperada, o acusado desferiu um golpe de arma branca na vítima, utilizando uma faca com lâmina de aproximadamente 30 centímetros, causando lesão gravíssima na região abdominal. Paulina chegou a ser socorrida por um vizinho e levada ao pronto-socorro do município, sendo posteriormente transferida para o Hospital Regional de Sinop. Apesar do atendimento médico, ela não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu quatro dias após o ataque.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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