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MPMT destina R$ 665 mil à Associação das Diversidades Intelectuais

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) destinou R$ 665 mil à Associação das Diversidades Intelectuais (Adin) de Tangará da Serra (a 239km de Cuiabá), para atendimento a crianças e adolescentes com diversidades intelectuais no município. Esse montante foi investido na estrutura física, contratação dos prestadores de serviços clínicos e administrativos, reformas, reparos, compra de material de expediente, material sensorial e outras despesas fixas. Os recursos, oriundos de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) firmados por diversas promotorias, foram destinados via Banco de Projetos e Entidades (Bapre) do MPMT.

A Adin foi fundada em novembro de 2022, com o objetivo de realizar atendimentos, promover e articular ações na defesa dos direitos das crianças com diversidades intelectuais. Os primeiros seis meses de trabalho foram para organização da associação e estabelecimento de padrões de atendimento e rotinas. Os atendimentos ao público começaram efetivamente em junho do ano passado. Até dezembro de 2023, foram realizados 7.877 atendimentos, consultas e terapias a neuro diversos e seus familiares.

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“Desde o início tivemos a importante contribuição do Ministério Público Estadual, que destinou mais de R$ 400 mil para a estruturação da Associação das Diversidades Intelectuais. Isso foi fundamental para que pudéssemos contratar profissionais especializados, como neuropediatra e psicólogos. Hoje, continuamos a contar com a parceria e o incentivo do MPMT, que entende o papel fundamental que desempenhamos no atendimento às crianças com neuro adversidades”, contou o presidente da Adin, Rui Alberto Wolfart.

A promotora de Justiça Fabiana da Costa Silva Vieira, da 2ª Promotoria de Justiça de Tangará da Serra, ressalta a importância da Adin para toda a região. “A criação da Associação das Diversidades Intelectuais veio para abarcar a grande demanda por atendimento especializado e de qualidade às crianças e adolescentes com diversidades intelectuais, uma vez que Tangará e municípios vizinhos não possuem esses profissionais na rede pública de saúde”, disse. Ela defendeu que, futuramente, seja instituído um consórcio entre os municípios para atendimento de maior número de pessoas.

Saiba mais – Entidade da sociedade civil, beneficente e sem fins lucrativos, a Adin tem atuação nas áreas de assistência social, educação, saúde, prevenção, trabalho, profissionalização, defesa e garantia de direitos, esporte, cultura, lazer, estudo, pesquisa e outros. Atualmente a associação possui em seu quadro 15 profissionais da saúde (incluindo neuropediatra, psicólogos, fonoaudióloga, fisioterapeuta, assistente social, terapeuta ocupacional, nutricionista, neuropsicomotricista, neuropsicopedagoga e enfermeira) e quatro no apoio administrativo.

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Além do MPMT, a entidade recebe recursos do Município e outros parceiros. O trabalho realizado inclui atendimento clínico a partir dos 18 meses, capacitação de pais e de profissionais do Atendimento Educacional Especializado (AEE). Hoje, 72 famílias estão sendo capacitadas em uma primeira etapa, para que compreendam a realidade familiar e de seus filhos. E 45 estudantes universitários dos cursos de pedagogia e psicologia estão em formação para atender alunos neuro diversos nas rotinas escolares. Eles serão colocados à disposição da Secretaria Municipal de Educação.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Condenação por duplo homicídio qualificado e organização criminosa

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O Tribunal do Júri de Várzea Grande condenou, nesta quarta-feira (5), Gabriel Brites de Morais pelos crimes de participação em organização criminosa armada e pelo duplo homicídio triplamente qualificado de Lucas Mendonça Neves, de 17 anos, e Luiz Fernando Ribeiro Batista, de 29 anos. A pena fixada foi de 45 anos e 9 meses de reclusão, acolhendo integralmente os pedidos do Ministério Público. O crime ocorreu na noite de 27 de agosto de 2025, no interior de uma comunidade terapêutica localizada no bairro Treze de Setembro, em Várzea Grande. Segundo a acusação, o réu, agindo em concurso com outros criminosos, invadiu o local e executou as vítimas por elas integrarem uma facção rival. O homicídio foi praticado por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a reação defensiva das vítimas. Durante o julgamento, o Ministério Público demonstrou que a execução fazia parte da disputa entre facções criminosas pelo domínio territorial e do cumprimento de ordens da organização criminosa, reforçando que o assassinato representou um típico “tribunal do crime”, mecanismo utilizado para impor o terror e eliminar integrantes de grupos rivais. As investigações apontaram que homens armados invadiram a clínica de recuperação, renderam os internos e conduziram as vítimas para o quintal, onde efetuaram diversos disparos de arma de fogo. O caso teve grande repercussão em Mato Grosso em razão da violência empregada e da ligação direta com a guerra entre facções criminosas. Ao final da sessão, os jurados reconheceram a responsabilidade de Gabriel Brites de Morais por todos os crimes narrados na denúncia, acolhendo integralmente a pretensão da Promotoria de Justiça. Com a condenação, o Tribunal do Júri reafirmou a resposta da sociedade diante da escalada da violência promovida por organizações criminosas e da utilização de execuções como instrumento de controle e intimidação da população.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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