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MPMT participa de encontro e reforça importância de triagem neonatal

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Membros do Ministério Público de Mato Grosso participaram nesta quinta-feira (06) do “I Encontro Mato-grossense de Triagem Neonatal” e reforçaram a importância de as crianças terem seu exame realizado de forma eficaz e célere, resultando no diagnóstico e tratamento precoce nos casos em que for constada alguma anormalidade. O evento foi realizado pela Coordenação Estadual do Programa Nacional de Triagem Neonatal, vinculado à Coordenadoria de Organização de Redes de Atenção à Saúde da Secretaria de Estado de Saúde, em parceria com o Serviço de Referência em Triagem Neonatal – Hospital Universitário Júlio Muller e Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares.

O encontro foi realizado no dia em que se comemora a criação do Programa Nacional de Triagem Neonatal, instituído há 23 anos, e considerado um dos programas mais relevantes do Sistema Único de Saúde (SUS) devido à sua abrangência de cobertura de nascidos vivos na rede pública no Brasil.

O programa visa cumprir o que está estabelecido no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). “O estatuto, que muitos governantes querem desacreditar – porque ele exige uma visão social, política e humanitária –, no seu artigo quarto estabelece que é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida e à saúde. Diz ainda que a prioridade absoluta compreende: primazia de receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias; precedência de atendimento nos serviços públicos ou de relevância pública; preferência na formulação e na execução das políticas sociais públicas e destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção à infância e à juventude”, destacou o titular da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente, o procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado. 

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Para ele, todo prefeito, vereador, governador, deputado, secretário, ao tomar posse deveria fazer um juramento: “Prometo que vou respeitar o artigo quarto do ECA. Não é para ficar mendigando não, criança e adolescente são prioridades absoluta e todo gestor tem que levar isso a sério. A Triagem Neonatal é direito de todo brasileiro recém-nascido e nós, Ministério Público, não abrimos mão de defender esse direito”, completou.

O Teste do Pezinho é o exame feito a partir do sangue coletado do calcanhar do bebê e que permite identificar doenças graves. O teste deve ser idealmente realizado entre o 3º e 7º dia de vida.  O Programa Nacional de Triagem Neonatal tem em seu escopo seis doenças: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase.

Na abertura do encontro, o promotor de Justiça que atua na defesa da Saúde em Cuiabá, Milton Mattos da Silveira Neto, anunciou que está sendo concluído um trabalho junto à Secretaria Municipal de Saúde para que todos os hospitais e maternidades de Cuiabá ofereçam as vacinas contra BCG e Hepatite B aos recém-nascidos.  A Secretaria Municipal de Saúde vai entrar com os insumos e treinamento. “Essa união de esforços vai possibilitar a todos os cuiabaninhos e cuiabaninhas saírem das maternidades de Cuiabá com essas duas vacinas. Vamos começar pela Capital, mas nosso objetivo é expandir para o estado todo”.

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A presidente da Sociedade Brasileira de Triagem Neonatal e Erros Inatos do Metabolismo, a médica Tânia Bachega destacou que o Programa Nacional de Triagem Neonatal é um dos maiores programas de saúde do mundo. “Ele não contempla apenas um combo de testes. Ele contempla a confirmação, o segmento, a dispensação do remédio e o seguimento por toda uma vida”.

Ela elogiou Mato Grosso, onde o serviço é considerado referência no Brasil. “Isso nos orgulha, porque é um serviço de excelência. E se a gente pensar que nós estamos num estado muito maior que São Paulo e que a amostra do teste do pezinho às vezes tem que andar pelas rodovias até 1500 km e chegar bem conservada, nós percebemos que é um trabalho bem feito e realizado por pessoas que trabalham por amor a uma causa”.
 

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Réu é condenado a 26 anos no primeiro julgamento de feminicídio em Vera

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O primeiro caso de feminicídio reconhecido como crime autônomo na cidade de Vera (458 km de Cuiabá) foi julgado nesta sexta-feira (24) pelo Tribunal do Júri da comarca. Francisco Edivan de Araújo da Silva foi condenado a 26 anos e oito meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo assassinato da ex-companheira, Paulina Santana, cometido em razão da condição do sexo feminino e no contexto de violência doméstica.
O Conselho de Sentença reconheceu que o crime foi praticado com o uso de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima. Atuou em plenário o promotor de Justiça Daniel Luiz dos Santos.
Conforme a denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), réu e vítima mantinham um relacionamento amoroso conturbado, com idas e vindas, e, mesmo após o término, o acusado continuava frequentando a residência de Paulina. No dia do crime, ocorrido em junho de 2025, Francisco Edivan foi novamente até a casa da ex-companheira e a encontrou conversando com outro homem, situação que o desagradou. Ele ordenou que o rapaz deixasse o local, o que deu início a uma discussão com a vítima.
Em seguida, de forma súbita e inesperada, o acusado desferiu um golpe de arma branca na vítima, utilizando uma faca com lâmina de aproximadamente 30 centímetros, causando lesão gravíssima na região abdominal. Paulina chegou a ser socorrida por um vizinho e levada ao pronto-socorro do município, sendo posteriormente transferida para o Hospital Regional de Sinop. Apesar do atendimento médico, ela não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu quatro dias após o ataque.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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