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Comissão Especial para debater o Zoneamento é instalada na ALMT

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A Comissão Especial para debater o Zoneamento Socioeconômico e Ecológico (ZSEE) foi instalada nesta quinta-feira (15), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). No encontro, foram eleitos como presidente, vice-presidente e relator, respectivamente, os deputados Dr. Eugênio (PSB), Cláudio Ferreira (PTB) e Lúdio Cabral (PT). 

O primeiro passo da Comissão Especial será ouvir o secretário de Estado de Planejamento e Gestão de Mato Grosso (Seplag), Basílio Bezerra Guimarães dos Santos, no dia 13 de julho, para dar explicações sobre o projeto.

“Temos uma urgência em ouvir o secretário da Seplag para saber como está o ZSEE. Muitos investimentos em Mato Grosso estão travados, as empresas estão com medo de vir para o estado, se instalarem e de investir, principalmente as empresas da agroindústria por conta dessa insegurança. É necessário criar um modelo de investimento para o estado, mas para isso precisamos tirar o projeto do papel”, disse o deputado. 

Ao assumir a presidência da Comissão especial, o deputado Dr. Eugênio, fez um resgate de quando o ZSEE foi aprovado na ALMT em 2011. “Nós tivemos aqui na Casa de Leis o projeto de Zoneamento aprovado, mas na época o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) não ficou contente com o resultado, alegando que não ouve a participação popular nas audiências públicas e ai ajuizou uma ação pedindo o cancelamento do ZSEE. Após período transitado e julgado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o Poder Judiciário cancelou aquele projeto de Zoneamento”, explicou o parlamentar.

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Ainda de acordo com o deputado Dr. Eugênio, em 2017, o governo Pedro Taques retomou as discussões que congregavam 33 Conselhos Permanentes. “Após isso, no governador Mauro Mendes, retira o projeto da gaveta e coloca em consulta pública, na pandemia. Em plena pandemia foram registradas mais de 900 contribuições da população mato-grossense, inclusive da Universidade Federal de Viçosa. Por tanto, nós estamos à frente dessa Comissão Especial e queremos fazer um cronograma de debates que contemple toda a sociedade”, enfatizou Dr. Eugênio. 

O relator da Comissão Especial do ZSEE, Lúdio Cabral, destacou que “Mato Grosso tem um dos maiores patrimônios do país e um modelo de exploração econômica baseado na monocultura. Em nenhum estado brasileiro se tem os três biomas, nascentes nos principais bacias hidrográficas e esses patrimônios precisam ser cuidados e protegidos. Por isso, a necessidade de se discutir o ZSEE. Precisamos avançar e partir para um modelo de desenvolvimento que seja mais diversificado possível e que tenha relação com a natureza”, afirmou o relator.

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Para Lúdio, do ponto de vista técnico, há servidores que já vem fazendo discussões importantes sobre o tema e que a ALMT já fez esse debate. “É necessário primeiro a Assembleia Legislativa debater o projeto com o Poder Executivo em uma discussão interna e depois que esse projeto chegar na  AL temos o dever de chamar a população para as discussões, concluiu o deputado. 

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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