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Em Brasília, deputado Diego Guimarães critica proposta da ANTT e cobra duplicação da BR-163 entre Sinop e Guarantã

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O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) cobrou, nesta terça-feira (14), em Brasília, a duplicação imediata da rodovia BR-163 no trecho entre Sinop e Guarantã do Norte. “Essa duplicação precisa começar agora. Estamos falando de salvar vidas”, declarou o parlamentar. A cobrança foi feita durante audiência pública realizada na sede da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Durante o pronunciamento, Diego Guimarães defendeu que a duplicação da BR-163 seja tratada como prioridade no novo contrato de concessão, com execução da duplicação já nas primeiras etapas e não apenas nos anos finais, como prevê o modelo atual. “O problema não é dinheiro, é prioridade. Precisamos rever o modelo e antecipar essas obras”, disse.

O deputado reforçou que o debate vai além da infraestrutura. “Não estamos falando apenas de logística, mas de vidas. Esse é um dos trechos com maior número de acidentes fatais no Brasil, com muitas colisões frontais. Não é aceitável deixar essa duplicação para daqui a oito ou nove anos”, pontuou.

Atualmente, o trecho opera em pista simples, com alto fluxo de carretas e veículos de passeio disputando espaço em uma rodovia com pouca estrutura. As ultrapassagens são consideradas de alto risco, especialmente em longos trechos sem faixa adicional, aumentando a incidência de colisões frontais — principal causa de mortes na via.

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Acidentes e mortes – Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) indicam que, nos últimos seis anos, o trecho entre Sinop e Guarantã do Norte registrou mais de 160 mortes e cerca de 1.300 feridos. Apenas nos primeiros quatro meses de 2026, foram nove mortes e 76 feridos em acidentes na região.

Foto: ERICKSEN VITAL/Assessoria de Gabinete

“Acontecem acidentes todos os dias. Isso virou rotina em Mato Grosso. É um desespero para quem vive na região”, afirmou o deputado, que já morou em Guarantã do Norte. “São cerca de duas mil carretas por dia cruzando os municípios atendidos pela BR-163. Há crianças atravessando a rodovia de bicicleta diariamente. O risco é constante”, alertou Diego Guimarães.

Ainda segundo o parlamentar, a nova concessão prevê investimentos bilionários, mas é necessário reavaliar o cronograma para garantir que as obras mais urgentes sejam antecipadas. “A BR-163 é o principal corredor logístico de Mato Grosso. Por ela passa grande parte da produção agrícola do estado. Precisamos garantir eficiência no transporte, mas, acima de tudo, segurança para quem utiliza essa rodovia todos os dias”, destacou.

A audiência pública integra o processo de construção do novo modelo de concessão da BR-163, rodovia estratégica que liga Mato Grosso aos portos do Norte do país e é fundamental para o escoamento de grãos como soja, milho e algodão. “É melhor ajustar agora do que ter que rediscutir tudo daqui a alguns anos. Resolver a BR-163 é salvar vidas e garantir o futuro da produção”, concluiu.

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“Esse contrato que vai ser feito será muito draconiano”, afirmou o senador. “Não acho que este seja o modelo ideal”. O deputado federal Fábio Garcia também demonstrou ser contra os prazos apresentados durante a audiência e reforçou que gostaria que a duplicação fosse antecipada.

Impacto logístico – Além da questão da segurança, a duplicação do trecho entre Sinop e Guarantã do Norte tem impacto direto na logística nacional. A BR-163 é o principal eixo de escoamento da produção de Mato Grosso rumo aos portos do Arco Norte, especialmente Miritituba, no Pará.

Sem a duplicação, o transporte enfrenta gargalos, aumento no tempo de viagem e elevação de custos, reduzindo a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional. Com a melhoria da infraestrutura, a expectativa é de ganho de eficiência, redução de perdas e maior previsibilidade no fluxo logístico.

Ao final do encontro, o deputado estadual Diego Guimarães reiterou que seguirá acompanhando o tema e cobrando da ANTT mudanças no cronograma para que a duplicação entre Sinop e Guarantã do Norte seja iniciada o quanto antes.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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