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Sessão especial homenageou mulheres da Associação de Apoio Aos Pacientes Oncológicos de Cuiabá na noite dessa terça (19)

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou sessão especial em homenagem às mulheres da Associação de Apoio Aos Pacientes Oncológicos de Cuiabá (AAPOC) na noite dessa terça-feira (19). Neste mês de março em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher. Integrantes da associação, pacientes oncológicas e profissionais que atendem pacientes com câncer receberam moção de aplausos do presidente da Casa, deputado estadual Eduardo Botelho (União), requerente da sessão.

“Hoje com certeza é um dia muito especial para nós, tanto como associação como para os pacientes oncológicos e os anjos da APOC que são as pessoas que têm empatia pela nossa causa e contribuem com esses pacientes. A gente agradece muito ao deputado Eduardo Botelho por este olhar tão especial a nós pacientes oncológicos e também aos anjos da APOC. Nós ficamos muito lisonjeados com essa moção de aplausos porque eles são verdadeiros heróis da vida”, agradeceu a presidente da AAPOC, Janaina Santana.

“A AAPOC é uma instituição sem fins lucrativos. Infelizmente, nós não temos utilidade pública ainda, então nós não temos ajuda do governo. Há três anos nós vivemos exclusivamente de doações e mesmo assim, passando o pires, nós já fizemos 32 mil atendimentos e já mudamos muitas vidas, dentre pagar exames, biópsias, bolsas de colostomia, alimentos, suplementos, próteses de silicone, cateter. De fato, nós merecemos essa moção”, completou a dirigente da associação.

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A médica mastologista Tabata Machado também foi uma das homenageadas. “Gostaria de agradecer essa honraria. O câncer de mama a gente sabe que hoje é o que mais mata as mulheres, então esse olhar que ele teve para as meninas da AAPOC é muito importante. Elas são uma voz dos pacientes que não conseguem, através dos SUS, através dos convênios, acesso a exames, para poder conseguir um tratamento mais digno”, disse a profissional de saúde. Ela ainda lembrou que a orientação da Sociedade Brasileira de Mastologia é pela realização dos exames preventivos a partir dos 40 anos de idade e a partir dos 50 anos é indicado esse acompanhamento pelo Ministério da Saúde.

A paciente Maria Aparecida S. Leite está em tratamento de câncer no fígado há nove anos e alertou sobre a importância do diagnóstico precoce. “A doença veio em mim silenciosamente. Então, eu peço para as pessoas, como paciente oncológica, que se cuidem, procurem fazer os exames o ano inteiro, não só em novembro e dezembro que são os meses mais focados”, aconselhou.  

Ela confirma que os pacientes oncológicos têm muitas dificuldades, mas revela que busca encarar a doença de uma maneira mais positiva. “Eu não fico preocupada com a doença. Eu faço quimioterapia, a gente tem as dificuldades da gente, tem os vômitos, tanta coisa que acontece, dá vontade de morrer no momento que a gente tá fazendo a quimioterapia. Mas a gente tem que pensar o seguinte, amanhã eu vou estar melhor, amanhã eu vou tirar a quimioterapia, eu vou lá tomar a medicação, eu vou ficar bem. A gente tem de viver, viver o hoje como se fosse o último dia”, afirmou a Maria Aparecida S. Leite.

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Por Requerimento do deputado Eduardo Botelho foram aprovadas moções para 127 mulheres para essa sessão especial. “Nós estamos homenageando porque realmente a gente sabe que uma pessoa que está com câncer sofre. Muitas vezes, não tem condição familiar, não tem condição financeira e precisa de uma ajuda. E essas mulheres através da AAPOC levam esse auxílio, tanto financeiro, de alimento, suplemento, sobretudo levando carinho, amizade e solidariedade nesse momento tão difícil. Então elas são merecedoras dessa homenagem que a Assembleia está fazendo hoje”, afirmou o parlamentar.


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Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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