Sorriso

Feirantes conhecem projeto arquitetônico de cobertura da Rua Artur Lafin

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Local abriga a tradicional feira da Zona Leste, aos domingos de manhã

Mais que um local para comprar frutas e legumes, comer pastel e tomar caldo de cana, a feira livre integra a cultura de uma população, permite momentos de lazer e já se tornou um ponto de conexão da comunidade. O vice-prefeito Gerson Bicego destacou a importância da feira livre para as comunidades durante a reunião, na manhã desta quinta-feira (20 de julho), em que feirantes da Zona Leste vieram à Prefeitura conhecer o projeto de cobertura da Rua Artur Lafin.

De acordo com o representante da feira, André Fernandes Santiago, mais de 130 feirantes atuam no local, sempre nas manhãs de domingo. O secretário da cidade, Ednilson Oliveira, a apresentou o projeto arquitetônico da cobertura. “É um projeto arrojado, futurista, com a cobertura bem alta e permitindo a passagem de luz e também do vento, viabilizando a realização da feira com mais conforto aos domingos, sem, no entanto, impedir a passagem de veículos nos outros dias”, detalhou, acrescentando que os projetos complementares ainda estão sendo elaborados, assim como a planilha orçamentária. “A estimativa, a princípio, é que a obra custe a partir de R$ 4,5 milhões”, informou.

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O prefeito Ari Lafin destacou que há empresários na região com interesse em instalar centros comerciais nas proximidades da feira, e, desta maneira, há a possibilidade de parceria para a disponibilização de banheiros, numa relação de “ganha-ganha”. “Firmar parcerias é, sem dúvida, uma forma de otimizar espaços e movimentar a economia da região”, comentou, estimando que o processo de licitação da cobertura deve ser lançado no próximo ano.

Representante do Legislativo, o vereador Zé da Pantanal destacou a importância da gestão junto à Nova Rota do Oeste para que seja limitado o estacionamento de veículos de grande porte no horário da feira. O secretário de Obras e Serviços Públicos destacou então que esta demanda já foi levada à direção da concessionária e está em análise. No dia 10 de agosto, representantes da Nova Rota estarão em Sorriso e este será um dos assuntos tratados com os emissários da empresa.

Também integraram o momento de análise do projeto inicial o secretário de Governo, Hilton Polesello; o secretário-adjunto de Agricultura Familiar e Segurança Alimentar, Enivaldo Golmini; o secretário-adjunto da Cidade, Eduaro Sperotto; outros servidores públicos e também feirantes.

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Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Sorriso

Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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