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‘Feirinha Colaborativa do Egresso Empreendedor’ é realizada durante visita de ministra

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) recebeu uma edição especial da ‘Feirinha Colaborativa do Egresso Empreendedor’. A exposição para vendas dos objetos de arte ocorreu na tarde de segunda-feira (24 de julho), durante visita da presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber, que esteve na sede do Judiciário estadual, em Cuiabá, para o lançamento do Mutirão Nacional Processual Penal, após conhecer as ações de reintegração social voltadas às pessoas privadas de liberdade do sistema prisional mato-grossense.
 
Na feira, três bancas com cerca de 100 produtos entre quadros, esculturas, chapéus, chinelos decorados, além de outros objetos artísticos. A ação realizada pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo de Mato Grosso (GMF-MT), busca incentivar e despertar o interesse de egressos e pré-egressos para que possam se ressocializar e retornar ao convívio de forma digna na sociedade, longe de qualquer tipo de crime.
 
“Estamos felizes com a presença da ministra e pelo reconhecimento do trabalho realizado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso junto com o GMF-MT que trabalha para realizar ações de inclusão social. Nosso objetivo é combater qualquer forma de preconceito, proporcionando oportunidade às pessoas. Estamos realizando um investimento no combate ao crime, ofertando condições para quem esteve preso tenha chance na vida de superar as dificuldades”, declarou o juiz coordenador do GMF-MT Geraldo Fernandes Fidelis Neto.
 
A feira com diversos objetos de arte despertou a atenção das pessoas presentes no evento, que fizeram uma parada nas bancas para conferir o trabalho. A desembargadora Serly Marcondes Alves, vice-presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), ficou encantada com as peças de artes que foram criadas em forma de pinturas em relevo, como paisagem de flores de girassol e cenário de cachoeira rodeados de vegetação em telhas de barro. A magistrada destacou que o incentivo ao trabalho artesanal com as pessoas do sistema carcerário é uma ferramenta que pode mudar a realidade daqueles que cometeram algum tipo de crime.
 
“A cultura e arte são instrumentos de liberdade! A partir do momento que uma pessoa começa a transmitir algo nas peças que ele produz em forma de arte, como beleza, alegria, fé e confiança no futuro, significa que ele tem esperança e o desejo de liberdade, totalmente fora do ambiente prisional. Eu vejo muita delicadeza e atenção nessas peças, bem típico de alguém que deseja conviver de forma digna na sociedade”, disse Serly Alves.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: Imagem horizontal colorida. Em primeiro plano o nome da feira fixado em um cartaz. Ao fundo aparecem os artigos. Foto 2: Imagem horizontal colorida onde aparecem três telhas de barros com pinturas de girassóis e outros temas. Ao fundo telas, uma representando a Justiça e outra uma mulher negra com turbante. Ao lado encontra-se um chapéu de palha.
 
Carlos Celestino
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Estereótipos de gênero podem gerar injustiças no Direito de Família, alerta juíza

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Mulher de blazer preto fala ao microfone diante de plateia sentada. Ao fundo, telão com slide sobre campanha e banner do CEMULHER - Coordenadoria Estadual da Mulher“Não existe pai herói por fazer o que é sua obrigação, nem mãe menos dedicada por trabalhar fora”. A reflexão marcou a palestra da juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, durante a capacitação das Equipes Multidisciplinares das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, realizada na tarde desta quarta-feira (15) pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.
Com o tema “Estereótipos de Gênero no Direito de Família”, a magistrada chamou a atenção para a necessidade de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais reconhecerem e romperem padrões culturais que ainda influenciam decisões judiciais e atendimentos às mulheres em situação de violência.
Segundo a juíza Ana Graziela, a ideia de que a mulher deve ser sempre a principal cuidadora dos filhos, enquanto o homem ocupa exclusivamente o papel de provedor, ainda provoca julgamentos que podem comprometer a imparcialidade dos processos. “A gente não pode taxar as pessoas por um estereótipo. O pai não é herói por cuidar do filho, porque isso é obrigação. Da mesma forma, a mulher não deixa de ser uma boa mãe porque trabalha o dia inteiro ou conta com uma rede de apoio para cuidar das crianças”, afirmou.
Plateia sentada assiste palestra em auditório. Ao fundo, palestrante de preto fala ao microfone diante de telão com slide e banner do CEMULHER.Atendimento sem julgamentos
Durante a palestra, a juíza explicou que esses estereótipos podem resultar em violência processual, quando preconceitos e ideias pré-concebidas interferem na forma como mulheres são ouvidas, acolhidas e avaliadas pelo sistema de Justiça.
Ela destacou que é preciso evitar perguntas e conclusões que responsabilizem a vítima pela violência sofrida ou coloquem em dúvida sua credibilidade. “Não adianta essa mulher ser vítima em casa e, quando chega ao Fórum, sofrer um outro tipo de violência praticada pelo próprio poder público. Ela precisa encontrar acolhimento, não julgamento”, comentou.
Ao abordar a evolução histórica dos direitos das mulheres, Ana Graziela lembrou que muitos padrões sociais foram construídos ao longo dos séculos e ainda se refletem nas relações familiares e nas decisões judiciais. Por isso, defendeu que magistrados e equipes técnicas utilizem o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como instrumento para reduzir vieses e garantir decisões mais justas.
Como mensagem final aos participantes, a magistrada reforçou que empatia e imparcialidade devem orientar a atuação de todos os profissionais que lidam com famílias e mulheres em situação de violência. “Precisamos quebrar os estereótipos de gênero. Um laudo deve ser construído sem julgamentos e baseado na realidade dos fatos. Quem trabalha com essas famílias precisa compreender o contexto em que elas vivem e atuar com empatia para evitar novas formas de violência”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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