Tribunal de Justiça de MT

Órgão Especial do TJMT homologa resultado final do concurso público da magistratura

Publicado em

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) homologou, por unanimidade, o resultado final do concurso público para ingresso na carreira da magistratura estadual, no cargo de juiz substituto, durante sessão ordinária ocorrida na manhã desta quinta-feira (11).

Durante a votação, o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira anunciou que na lista do resultado final do certame constam 74 candidatos aprovados, sendo 69 por ampla concorrência, quatro por cota para negros e um por cota para pessoa com deficiência. O resultado final foi publicado na edição nº 12077 do Diário da Justiça Eletrônico (DJE).

Conforme o edital nº 01/2024, o concurso público destina-se ao provimento de cinco vagas para o cargo de juiz substituto do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e formação de cadastro reserva. O prazo de validade do certame é de dois anos, prorrogável, uma única vez, por igual período, contados da data da publicação da homologação do resultado final.

Leia Também:  Mário Kono fala sobre Justiça Terapêutica e Juizado Criminal em curso para novos magistrados

Leia matérias relacionadas:

TJMT publica resultado final do concurso da magistratura; confira a lista completa

Concurso da magistratura: confira resultados preliminares de heteroidentificação, perícia e títulos

Tribunal de Justiça de MT apresenta notas da prova oral de candidatos do concurso da magistratura

Resultado da prova oral do concurso da magistratura será divulgado em sessão pública

Último dia de prova oral marca reta final do concurso para juiz substituto do TJMT

Público pode assistir às provas orais do concurso da magistratura presencialmente ou pelo YouTube

Dedicação e esperança marcam terceiro dia da prova oral para juiz substituto do TJMT

Candidatos destacam lisura e acolhimento na prova oral do concurso para juiz do TJMT

Autor: Celly Silva

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Estereótipos de gênero podem gerar injustiças no Direito de Família, alerta juíza

Published

on

Mulher de blazer preto fala ao microfone diante de plateia sentada. Ao fundo, telão com slide sobre campanha e banner do CEMULHER - Coordenadoria Estadual da Mulher“Não existe pai herói por fazer o que é sua obrigação, nem mãe menos dedicada por trabalhar fora”. A reflexão marcou a palestra da juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, durante a capacitação das Equipes Multidisciplinares das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, realizada na tarde desta quarta-feira (15) pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.
Com o tema “Estereótipos de Gênero no Direito de Família”, a magistrada chamou a atenção para a necessidade de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais reconhecerem e romperem padrões culturais que ainda influenciam decisões judiciais e atendimentos às mulheres em situação de violência.
Segundo a juíza Ana Graziela, a ideia de que a mulher deve ser sempre a principal cuidadora dos filhos, enquanto o homem ocupa exclusivamente o papel de provedor, ainda provoca julgamentos que podem comprometer a imparcialidade dos processos. “A gente não pode taxar as pessoas por um estereótipo. O pai não é herói por cuidar do filho, porque isso é obrigação. Da mesma forma, a mulher não deixa de ser uma boa mãe porque trabalha o dia inteiro ou conta com uma rede de apoio para cuidar das crianças”, afirmou.
Plateia sentada assiste palestra em auditório. Ao fundo, palestrante de preto fala ao microfone diante de telão com slide e banner do CEMULHER.Atendimento sem julgamentos
Durante a palestra, a juíza explicou que esses estereótipos podem resultar em violência processual, quando preconceitos e ideias pré-concebidas interferem na forma como mulheres são ouvidas, acolhidas e avaliadas pelo sistema de Justiça.
Ela destacou que é preciso evitar perguntas e conclusões que responsabilizem a vítima pela violência sofrida ou coloquem em dúvida sua credibilidade. “Não adianta essa mulher ser vítima em casa e, quando chega ao Fórum, sofrer um outro tipo de violência praticada pelo próprio poder público. Ela precisa encontrar acolhimento, não julgamento”, comentou.
Ao abordar a evolução histórica dos direitos das mulheres, Ana Graziela lembrou que muitos padrões sociais foram construídos ao longo dos séculos e ainda se refletem nas relações familiares e nas decisões judiciais. Por isso, defendeu que magistrados e equipes técnicas utilizem o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como instrumento para reduzir vieses e garantir decisões mais justas.
Como mensagem final aos participantes, a magistrada reforçou que empatia e imparcialidade devem orientar a atuação de todos os profissionais que lidam com famílias e mulheres em situação de violência. “Precisamos quebrar os estereótipos de gênero. Um laudo deve ser construído sem julgamentos e baseado na realidade dos fatos. Quem trabalha com essas famílias precisa compreender o contexto em que elas vivem e atuar com empatia para evitar novas formas de violência”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

Leia Também:  Mato Grosso participa de encontro nacional da Infância e Juventude em Aracaju

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA