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Violência na escola: juiz de Chapada fala para professores estaduais em Cuiabá sobre Círculos de Paz

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Agressões intencionais, verbais ou físicas, geralmente de maneira repetitiva, por um ou mais estudantes contra um(a) colega, por exemplo, apesar de serem situações consideradas frequentes em estabelecimentos de ensino, precisam ser resolvidas com determinação pela equipe educacional. Esses atos de hostilidades são caracterizados como bullying, que, além de interferir no clima organizacional da unidade de ensino, podem causar isolamento da vítima e até queda no rendimento escolar.
 
Para mostrar que a saída para esse tipo de situação está no diálogo, o juiz-diretor do Fórum de Chapada dos Guimarães, Leonísio Salles de Abreu Júnior, participou de evento, na quarta-feira (23 de novembro), em Cuiabá, para profissionais do ensino promovido pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) que discutiu mediação de conflitos na escola.
 
O magistrado, que coordena o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) na Comarca de Chapada, falou sobre “Círculos de Construção de Paz como prática de prevenção da violência no ambiente escolar”.
 
De acordo com doutor Leonísio Salles, o Círculo de Paz passa a ser mais uma relevante ferramenta no combate a violência escolar, buscando a conexão entre os envolvidos (vítimas, agressores e testemunhas) de forma igualitária, em um espaço seguro e respeitoso onde vai ser discutida a temática, atuando na prevenção e na auto responsabilização da violência escolar.
 
Dessa forma, na visão do magistrado, essa ligação harmoniosa entre a comunidade escolar oportuniza um espaço de paz, mais cooperativo, estimulando relações de amizades, solidariedade, respeito às diferenças utilizando modelos adequados de resolução de conflitos.
 
O juiz parabenizou a iniciativa da Seduc em discutir e trabalhar com esse tema justamente porque relatório apresentado pela própria secretaria aponta aumento da violência em escolas do Estado. Conforme a estatística, baseada nas ocorrências, a elevação de casos foi de 48% em 2021 para 78 % até novembro desde ano, e o bullying, além de ser a principal modalidade de violência, está presente em 65% dos conflitos.
 
Com isso, e segundo doutor Leonísio Salles, tornar-se cada vez mais importante debater estratégias restaurativas para cessar essa onda de violência, para que a escola possa de fato cumprir o papel de ambiente socializador e de inclusão, onde as diferenças possam ser respeitadas. Humilhações preconceituosas ou discriminatórias, geralmente, tornam o ambiente desagregador entre crianças e adolescentes, provocando, inclusive, doenças psicossomáticas.
 
“Nesse contexto é que o circulo restaurativo vai propiciar que a escola, além do primordial que é ensinar o conteúdo regular, auxilie e oriente os estudantes a lidar com as próprias emoções, com as dificuldades, respeitando e convivendo com as diferenças, socializando, dividindo e compartilhando vivências para que possam se relacionar de forma mais saudável, sem agressividade com inclusão. Tudo amparado por relações de confiança, trabalhando a cultura da paz nos jovens para que haja a verdadeira transformação social individual e coletiva”, finalizou o juiz.
 
#ParaTodosVerem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição de imagens. Foto 1: imagem colorida em formato vertical: juiz durante palestra, no auditório da Secretaria de Estado de Educação, em Cuiabá. 
 
Álvaro Marinho
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos

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Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.

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Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.

Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.

Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.

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Autor: Nadja Vasques

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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