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Presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso recebe medalha “Mérito Águia Uno”, do Cioper

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A presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargadora Clarice Claudino da Silva, recebeu na noite desta quinta-feira (03.08), a medalha ‘Mérito Águia Uno’. A solenidade de “Imposição da Medalha de Aviação de Segurança Pública”, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), encerrou as comemorações pelos 17 anos da unidade da Secretaria de Estado de Segurança Pública do Estado.
 
O evento homenageou 47 personalidades civis e militares do Estado, que apoiam e desenvolvem parceria com as atividades do Ciopaer. A medalha é a maior honraria da aviação da Segurança Pública do Estado.
 
A desembargadora, ao agradecer a honraria, disse que o maior legado na trajetória de uma pessoa pública, que ocupa funções de Estado, é ser reconhecida como cumpridora do que prometeu solenemente quando assumiu o cargo.
 
“O Poder Judiciário tem uma parcela de compromisso muito importante nessa engrenagem chamada Estado. Estamos vivenciando uma época em que temos orgulho de sermos mato-grossenses, de estarmos num estado reconhecido como um estado organizado e, principalmente, com a sua cúpula unida”, declarou a magistrada.
 
presidente disse ainda que, atualmente, os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário são absolutamente cunhados em prol dos serviços públicos. “Esse é o meu agradecimento a todos que fazem parte da sociedade mato-grossense, que podem contar com essa organização, tão bem conduzida na atualidade pelo nosso governador, com respeito e não menos ordem com a competência do Legislativo e o nosso Judiciário unido internamente, para fazer coro a essa nossa era de transformação”, enfatizou ela.
 
Clarice Claudino, afirmou que a sociedade precisa tomar conhecimento de ações como as do Ciopaer. “Se não fosse o trabalho de pessoas anônimas que se dedicam, como esta instituição que está quase chegando à maioridade, que é uma jovem instituição cheia de vigor e, principalmente, de idealismo é que nós então, estamos aqui celebrando. Vamos celebrar a paz, vamos celebrar a vida e a segurança feita por pessoas do nível dos componentes desta instituição, o Ciopaer.”
 
O tenente-coronel Ernesto Xavier de Lima Júnior, comandante da unidade, afirmou que foi uma oportunidade importante para homenageá-la. “A desembargadora é a nossa homenageada da noite. Para nós é uma honra, uma oportunidade muito importante poder homenageá-la, pois o Tribunal de Justiça tem um histórico de parceria com o Ciopaer. Hoje, o Ciopaer tem a dimensão que tem, com apoio muito grande do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.”
 
Uma das atividades que mais orgulham os integrantes do Ciopaer é o transporte de órgãos para transplante e de pacientes a serem transplantados. A unidade se destaca também no atendimento ao resgate de vítimas, transporte de vacinas e de paciente, além de atendimento das demandas ambientais, como combate aos incêndios florestais.
 
Sendo a única unidade aérea que atua no Estado (com base em Várzea Grande e Sorriso), exerce suporte nas ações das Forças Armadas, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) e Grupo Especial de Segurança na Fronteira (Gefron).
 
As atividades são desempenhadas por bombeiros, policiais civis e militares que se dividem nas funções de pilotos, tripulantes, mecânicos e serviço administrativo.
A frota da Ciopaer conta atualmente, com 12 aeronaves, quatro delas são helicópteros.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 01: imagem do dispositivo de honra. A presidente do Tribunal de Justiça está ladeada por autoridades políticas e militares. Foto2: presidente do Tribunal de Justiça fala ao microfone. Ao fundo aparece o helicoptero da Policia Militar. 
 
Marcia Marafon/ Fotos Edinilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Estereótipos de gênero podem gerar injustiças no Direito de Família, alerta juíza

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Mulher de blazer preto fala ao microfone diante de plateia sentada. Ao fundo, telão com slide sobre campanha e banner do CEMULHER - Coordenadoria Estadual da Mulher“Não existe pai herói por fazer o que é sua obrigação, nem mãe menos dedicada por trabalhar fora”. A reflexão marcou a palestra da juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, durante a capacitação das Equipes Multidisciplinares das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, realizada na tarde desta quarta-feira (15) pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.
Com o tema “Estereótipos de Gênero no Direito de Família”, a magistrada chamou a atenção para a necessidade de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais reconhecerem e romperem padrões culturais que ainda influenciam decisões judiciais e atendimentos às mulheres em situação de violência.
Segundo a juíza Ana Graziela, a ideia de que a mulher deve ser sempre a principal cuidadora dos filhos, enquanto o homem ocupa exclusivamente o papel de provedor, ainda provoca julgamentos que podem comprometer a imparcialidade dos processos. “A gente não pode taxar as pessoas por um estereótipo. O pai não é herói por cuidar do filho, porque isso é obrigação. Da mesma forma, a mulher não deixa de ser uma boa mãe porque trabalha o dia inteiro ou conta com uma rede de apoio para cuidar das crianças”, afirmou.
Plateia sentada assiste palestra em auditório. Ao fundo, palestrante de preto fala ao microfone diante de telão com slide e banner do CEMULHER.Atendimento sem julgamentos
Durante a palestra, a juíza explicou que esses estereótipos podem resultar em violência processual, quando preconceitos e ideias pré-concebidas interferem na forma como mulheres são ouvidas, acolhidas e avaliadas pelo sistema de Justiça.
Ela destacou que é preciso evitar perguntas e conclusões que responsabilizem a vítima pela violência sofrida ou coloquem em dúvida sua credibilidade. “Não adianta essa mulher ser vítima em casa e, quando chega ao Fórum, sofrer um outro tipo de violência praticada pelo próprio poder público. Ela precisa encontrar acolhimento, não julgamento”, comentou.
Ao abordar a evolução histórica dos direitos das mulheres, Ana Graziela lembrou que muitos padrões sociais foram construídos ao longo dos séculos e ainda se refletem nas relações familiares e nas decisões judiciais. Por isso, defendeu que magistrados e equipes técnicas utilizem o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como instrumento para reduzir vieses e garantir decisões mais justas.
Como mensagem final aos participantes, a magistrada reforçou que empatia e imparcialidade devem orientar a atuação de todos os profissionais que lidam com famílias e mulheres em situação de violência. “Precisamos quebrar os estereótipos de gênero. Um laudo deve ser construído sem julgamentos e baseado na realidade dos fatos. Quem trabalha com essas famílias precisa compreender o contexto em que elas vivem e atuar com empatia para evitar novas formas de violência”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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