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Comarca de São José do Rio Claro formaliza rede de enfrentamento à violência contra a mulher

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A Comarca de São José do Rio Claro formalizou nesta terça-feira (2) a implantação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar no âmbito do município. Assinaram o termo de cooperação técnica a 1ª Vara da Comarca, a Promotoria de Justiça Criminal, a Defensoria Pública Estadual, Polícia Civil, Polícia Militar (18ª Companhia Independente), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT), a Câmara Municipal, secretarias municipais de Assistência Social, de Saúde e de Educação e Cultura, o Conselho Tutelar, o Conselho Comunitário de Segurança Pública (Conseg), entre outros parceiros institucionais.

A juíza titular da 1ª Vara de São José do Rio Claro, Raisa Tavares Pessoa Nicolau, celebrou a assinatura do termo e destacou a participação da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário de Mato Grosso (CemulherMT) nesse avanço. “É um marco! Atendemos a um chamado da Cemulher, especialmente da desembargadora Maria Erotides Kneip, que nos convidou a fazer essa reunião e convocar as autoridades e as instituições. Fomos prontamente atendidos, celebrando hoje o termo”, disse.

Segundo a magistrada, “as instituições já têm trabalhado individualmente no combate à violência doméstica, mas hoje, com a celebração do termo, nós firmamos um pacto para que todas essas ações possam ser coordenadas e fortalecidas. Então, a partir desta data, realizaremos reuniões e ações conjuntas para fortalecer esse combate e reduzir os números de violência doméstica aqui na comarca”.

Para a secretária municipal de Educação e Cultura, Juliana Cappellesso, a formalização da rede de enfrentamento é uma forma de dizer não para a violência contra a mulher no município. “É uma rede toda que se une em prol das nossas mulheres. O nosso estado e também o nosso município têm um alto índice de violência contra as mulheres, então, acredito que a união dos poderes, essa formalização é uma forma de dizer não à violência”.

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O presidente da Câmara Municipal, Edmar Fidelis, ressaltou a importância da união dos poderes no combate à violência doméstica. “As mulheres do nosso município vão ter um aparato a mais, uma coragem a mais de denunciar esses agressores. E nós da Câmara Municipal vamos estar disponíveis, junto ao Executivo e ao Judiciário, para fazer todas as políticas públicas possíveis para encorajarmos essas mulheres a denunciar esses agressores, que não podem ficar impunes”.

A defensora pública Isabella Baumgratz de Araújo Chimeli pontuou que “a Defensoria Pública tem a função institucional de combate à violência doméstica e familiar e acredito que a rede trará vários benefícios, principalmente na questão de educação da comunidade, tanto da vítima quanto do possível agressor”.

O comandante da 18ª Companhia Independente da Polícia Militar, capitão PM Paulo Melo, ressaltou que diariamente os policiais militares atuam no atendimento de casos de violência doméstica e familiar e que a atuação será fortalecida com a implantação da rede. “Com esse aparato do Poder Judiciário e de todos esses órgãos, fortalecendo essa rede, nosso trabalho tende a crescer mais, fazendo um trabalho em que as vítimas criem forças e coragem para denunciar seus agressores porque elas vão ter uma rede de proteção para fortalecê-las”, disse.

Representante da subseção da OAB-MT, do Conselho Comunitário de Segurança e do Conselho da Comunidade, a advogada Rejane Sonnenberg afirmou que a rede de enfrentamento irá beneficiar todas as mulheres, crianças, jovens e público geral. “Toda nossa população será beneficiada, porque é muito importante o combate à violência doméstica. As mulheres precisam de auxílio e os homens também precisam dessa conscientização. Precisamos dar as mãos e enfrentar a violência, auxiliar a todos que necessitam de projetos, estudos, palestras e, principalmente, de apoio”, opinou.

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Redes de Enfrentamento – As redes de enfrentamento à violência contra a mulher são mecanismos previstos na Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha) que surgem com o objetivo de prevenir, combater e enfrentar todas as formas de violência contra as mulheres, mediante a articulação e humanização dos serviços oferecidos por todos os órgãos envolvidos.

Graças ao trabalho de conscientização e mobilização da Cemulher-MT, Mato Grosso já conta com mais de 100 redes de enfrentamento à violência doméstica contra a mulher. A Cemulher atua coordenando os trabalhos dos magistrados e magistradas componentes das redes, bem como oferecendo capacitação aos profissionais que trabalham no atendimento às mulheres em situação de violência.

Após a assinatura do termo de cooperação em São José do Rio Claro, na tarde desta terça-feira (2) os assessores técnicos multidisciplinares da Cemulher, Adriany Carvalho e Cristian Oliveira, realizaram palestras aos integrantes da rede, visando qualificar os serviços que serão oferecidos às mulheres a partir da implementação da rede.

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Autor: Celly Silva

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Policial civil Mário Wilson Gonçalves é condenado a dois anos de detenção por homicídio culposo

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Foto horizontal colorida em plano médio que mostra o policial civil Mário Wilson sentado no banco dos réus no Tribunal do Júri. Ele é um homem pardo, alto, de cabelos e barba grisalhos, usando jaqueta bege.O policial civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves foi condenado pelo Tribunal do Júri por homicídio culposo cometido contra o policial militar Thiago de Souza Ruiz, com pena determinada em dois anos de detenção, em regime inicialmente aberto, substituída por duas medidas restritivas de direitos. Além disso, foram retiradas medidas cautelares que ele vinha cumprindo, como o uso de tornozeleira eletrônica. O réu também foi condenado ao pagamento de custas. A sentença foi lida por volta das 22h20 dessa quinta-feira (14), após três dias de julgamento.

O réu era acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou a defesa da vítima, o que acabou sendo desclassificado pelos jurados. No cálculo da pena, o juiz Marcos Faleiros da Silva entendeu que “no que diz respeito à culpabilidade, verifica-se maior grau de reprovabilidade da conduta em razão da culpabilidade exacerbada do réu, que agiu de forma muito negligente ao discutir anteriormente com a vítima, antes de ingressarem na conveniência”.

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Na leitura da sentença, o magistrado seguiu: “Já no interior do estabelecimento, após a controvérsia acerca da vítima ser ou não ser policial militar, circunstância corroborada pelas imagens exibidas durante os debates, a vítima ainda tentou cumprimentar o réu, que se recusou a retribuir o cumprimento. Além do mais, depoimentos das requeridas testemunhas evidenciam que o réu permaneceu alimentando a animosidade anteriormente instaurada, mesmo após tomar conhecimento de que a vítima seria policial militar”.

Na dosimetria da pena, o juiz também destacou que “o réu encontrava-se armado e fazia uso de bebida alcoólica, circunstância também comprovada pelos depoimentos prestados em sessão plenária do júri e confirmada pelo próprio réu em juízo, momentos antes de ele desarmar a vítima. Fato que deu origem ao conflito, posteriormente culminou nos disparos de arma de fogo responsáveis pela morte da vítima, conforme laudo de necropsia. Dessa forma, ante a culpabilidade exacerbada, há de ser majorada a pena”. Por outro lado, também foi considerado que o réu é primário.

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Logo após a leitura da sentença pelo magistrado, o promotor de justiça Vinícius Gahyva Martins afirmou que entrará com recurso de apelação. O recurso foi recebido imediatamente pelo magistrado, que determinou a remessa dos autos para as razões e, em seguida, para as contrarrazões.

Por sua vez, o advogado de defesa Renan Canto afirmou que, dentro do prazo legal de cinco dias, analisará a sentença e decidirá se irá ou não recorrer. A defesa pediu que seja considerada a detração da pena, “tendo em vista que ele já ficou preso em regime fechado por cinco meses e também que seja considerado os horários de finais de semana e os horários noturnos, onde o acusado teve a sua liberdade reclusa”, disse Renan Canto.

Autor: Celly Silva

Fotografo: Alair Ribeiro e Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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