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Por dentro da Magistratura: 31ª edição traz entrevista com juiz Marcelo Sebastião de Moraes

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Marcando o início das divulgações em 2024, entrou no ar nesta quinta-feira (11 de janeiro) a 31ª edição do programa Por dentro da Magistratura. O entrevistado é o juiz Marcelo Sebastião Prado de Moraes, titular do Segundo Juizado Especial Cível de Cuiabá e atual juiz coordenador do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais.
 
O programa, conduzido pelo desembargador Marcos Machado, é uma iniciativa da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT).
 
Formado em Direito pela Universidade Federal de Mato Grosso em 1998, Marcelo foi servidor público e advogado antes de passar, em segundo lugar, no concurso da magistratura, em 2003. Atuou nas comarcas de Peixoto de Azevedo, Alta Floresta, Barra do Bugres e Tangará da Serra antes de chegar à Capital, onde assumiu um juizado especial e, na sequência, os trabalhos na turma recursal.
 
Em Cuiabá, foi juiz coordenador dos juizados especiais de 2017 a 2018, função que reassumiu no biênio 2023/2024. O magistrado também é o atual dirigente administrativo do Complexo dos Juizados Especiais da Capital. O magistrado, que tem MBA em Poder Judiciário pela Fundação Getúlio Vargas, conversou com o desembargador Marcos Machado sobre vida e trajetória no Judiciário estadual.
 
Na entrevista, o magistrado falou sobre sua vida antes da magistratura, como o tempo em que estudo Engenharia Civil. Discorreu ainda sobre os avanços obtidos com as adequações necessárias em razão da pandemia e do próprio desenvolvimento tecnológico.
 
“Hoje tudo é muito rápido e tem uma cobrança maior. Se a gente despachar um processo agora, daqui a duas horas tem outro, tem uma petição nova. Eu até despachei uma decisão aqui, em questão de 20 minutos já tinha uma petição com o processo. Não deu tempo nem de publicar no DJE. Então é tudo muito rápido, citação eletrônica era algo impensável. Eu vejo com satisfação essa evolução e te lembro do passado para entendermos onde nós estamos hoje. Você tem que lembrar do passado, para compreender o caminho que você percorreu, para você entender onde você está, e com base nisso você projetar o futuro. Para projetar o futuro, você tem que ter o objetivo, senão você fica estagnado no tempo.”
 
O magistrado falou ainda sobre assuntos diversos, como sua opinião sobre o teletrabalho, Entrância Única e o trabalho nos juizados especiais, em especial no novo Complexo dos Juizados inaugurado em Cuiabá.
 
O Por dentro da Magistratura visa conhecer experiências e condutas de magistrados a partir de situações pessoais durante a carreira, opiniões, escolhas e relacionamentos pessoais, institucionais e sociais, com intuito de transmiti-las, na forma de orientação ou recomendação, a magistrados e magistradas.
 
O programa foi disponibilizado no canal do TJMT no Youtube.
 
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: Print de tela colorido onde aparece o juiz Marcelo Sebastião. Ele é um homem branco, de cabelos curtos escuros, que veste camisa preta e terno azul. Ao fundo, uma imagem em tons terrosos.
 
Lígia Saito 
Assessoria de Comunicação 
Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT)
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Dislexia e TDAH: leitura pode se tornar um desafio e exige olhar inclusivo do poder público

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A dificuldade para ler e compreender textos, que para muitos passa despercebida, pode ser um obstáculo significativo para pessoas com dislexia e TDAH. O tema foi abordado no podcast Prosa Legal, da Rádio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em entrevista com a psicóloga do Departamento de Saúde, Gisele Ramos de Castilho Teixeira. Durante a conversa, ela destacou os desafios enfrentados por esse público e reforçou o papel do setor público na construção de uma comunicação mais inclusiva.

Logo no início da entrevista, a psicóloga explicou que a leitura pode gerar cansaço e dificultar a compreensão. “A principal dificuldade é a fadiga e a impulsividade. Quando a pessoa com dislexia lê, muitas vezes ela tenta adivinhar o que está lendo. Ela tem dificuldade de decodificar a letra, troca ‘p’ por ‘b’, por exemplo. Isso traz muitas consequências cognitivas, tanto para a criança quanto para o adulto”, afirmou.

Papel do setor público

Ao falar sobre inclusão, Gisele Teixeira foi direta em destacar a responsabilidade das instituições públicas. Para ela, é o setor público quem deve criar políticas que garantam o acesso e o pertencimento dessas pessoas na sociedade.

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“Quem faz as políticas é o setor público. Então, é preciso ter esse olhar afetivo, esse olhar diferenciado. É isso que vai fazer com que a pessoa com alguma deficiência consiga se incluir, consiga, por exemplo, pesquisar um processo no site do Tribunal de Justiça”, disse.

A psicóloga ressaltou que essas ações são fundamentais para que essas pessoas se sintam parte da sociedade e tenham seus direitos garantidos, especialmente no acesso à informação.

Acesso e ferramentas

Durante a entrevista na Rádio TJMT, também foi destacada a importância de pensar em formas de facilitar o acesso à leitura e à informação. Segundo ela, pessoas com dislexia e TDAH podem perder o foco com textos longos e ter dificuldade de manter a atenção.

“O TDAH é a questão da atenção. Muitas vezes, a pessoa começa a ler um texto grande e perde o foco. Já na dislexia, ela não consegue ver a palavra como quem não tem essa dificuldade vê. Ela começa a trocar letras, a adivinhar”, explicou.

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Orientação e busca por ajuda

Ao final da conversa, Gisele orientou que o primeiro passo é se conhecer e buscar ajuda especializada. Ela destacou a importância de dividir a leitura em partes menores e respeitar os próprios limites.

“Se a pessoa pega um texto muito grande, muitas vezes ela não tem foco. Então, é importante trabalhar por partes e se conhecer no dia a dia. E, principalmente, aceitar essa condição para buscar ajuda”, orientou.

A psicóloga também lembrou que esse apoio pode envolver diferentes profissionais. “É uma busca com fonoaudiólogo, com psicopedagogo, com terapia. Muitas vezes até com medicamentos. Essa rede de apoio é importante para cada um desses casos”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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